O Costa Concordia afundou em 12 de janeiro de 2012 na ilha italiana de Giglio, deixando 32 mortos

O capitão do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, foi condenado nesta quarta-feira, dia 11, a 16 anos e um mês de prisão pelo naufrágio em janeiro de 2012, que deixou 32 mortos.

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Francisco Schettino deu entrevista ao programa Quinta Colonna, na Itália
AP
Francisco Schettino deu entrevista ao programa Quinta Colonna, na Itália

Ele ainda estará impedido de atuar como capitão pelo período de cinco anos, informou o tribunal de Grosseto, na Itália.

A pena também o obriga a pagar os custos do processo e o proíbe de concorrer a cargos públicos pelo resto de sua vida.

Conhecido mundialmente como o "capitão covarde" por ter deixado a nave antes dos passageiros, o ex-comandante chorou nesta quarta-feira ao prestar depoimento na fase final de seu julgamento em Grosseto.

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"Talvez vocês não entendam que, naquele dia 13 de janeiro de 2012, uma parte de mim também morreu", disse Schettino aos juízes, em uma declaração espontânea ao tribunal. "Fui acusado de não ter me sensibilizado pelas vítimas. Mas é minha maneira de exibir meus próprios sentimentos. Escolhi não instrumentalizar a dor", disse o ex-comandante, que chorou ao relembrar encontros que teve com sobreviventes em sua casa. "Não queria nada disso", contou.

O promotor Stefano Pizza pediu ao tribunal uma pena de 26 anos e três meses de prisão para o ex-comandante.

Schettino respondeu por homicídio e lesão culposa (14 anos), naufrágio culposo (nove anos), abandono de incapazes (três anos) e omissões e falsas declarações (três meses).

O Costa Concordia afundou em 12 de janeiro de 2012 na ilha italiana de Giglio, deixando 32 mortos.

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