Ciberativistas declaram guerra ao Estado Islâmico: "Não perdoamos"

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Vídeo foi divulgado exatamente uma semana depois da confirmação do brutal assassinato de um piloto jordaniano

Depois de ter desativado uma série de contas de apoiadores do Estado Islâmico nas redes sociais, o grupo de ciberativistas Anonymous divulgou nesta terça-feira (10) um vídeo no qual declara guerra ao grupo que reivindica a fundação de um califado fundamentalista em uma grande área que abrange partes dos territórios sírio e iraquiano.

Veja o vídeo na íntegra abaixo:

Protagonizado pela figura do personagem V – personagem central da mini-série de ficção em quadrinhos "V de Vingança" –, o vídeo de três minutos é uma ameaça às ações na internet do Estado Islâmico, que espalha pela web imagens com ameaças e assassinatos, entre eles decapitações e a queima de um piloto jordaniano ainda vivo. É também por meio da rede que o grupo recruta novos integrantes para se juntar à luta terrorista.

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"Primeiro temos de esclarecer algumas coisas: somos muçulmanos; cristãos; judeus; hackers; crackers; ativistas; agentes; espiões ou apenas seu vizinho; estudantes; administradores; trabalhadores; desempregados; ricos; pobres; jovens e velhos; gays ou héteros. Somos a união de todas as raças, países, religiões e etnias dividida por zero", diz o personagem no vídeo.

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As imagens foram postadas na página do Anonymous no YouTube exatamente uma semana depois de o Estado Islâmico ter divulgado o vídeo em que o piloto Muath al-Kasaesbeh aparece sendo queimado vivo. O assassinato foi filmado de perto – mostrando closes da pele do militar derretendo dentro de uma jaula – e até o fim, quando, depois de cair no chão, al-Kasaesbeh tem o corpo esmagado por quilos de concreto atirados sobre ele.

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

"Os terroristas que se chamam de Estado Islâmico nao são muculmanos. Estado Islâmico: nós vamos caçá-los, derrubar seus sites, contas, emails e expor vocês. De agora em diante nao há lugar seguro para vocês online", continua o vídeo. "Vocês serão tratados como vírus e nós somos a cura . Mandamos na internet agora. Tiraremos do ar tudo o que for de vocês. Estado Islâmico, nós não perdoamos, não esquecemos. Aguardem por nós."

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