Reunião em Minsk pode definir futuro da Ucrânia

Por Ansa |

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Encontro foi marcado após uma longa conversa por telefone entre líderes europeus, como Angela Merkel (Alemanha) e François Hollande (França), na manhã deste domingo

Na próxima quarta-feira (11), a cidade de Minsk, capital de Belarus, deve receber um encontro entre os presidentes de Ucrânia, Petro Poroshenko; Rússia, Vladimir Putin; França, François Hollande; e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para tentar estabelecer um cessar-fogo nos conflitos do leste ucraniano.

A reunião foi marcada após uma longa conversa por telefone entre os quatro líderes na manhã deste domingo (8). "Concordamos em tentar organizar um encontro entre os chefes de Estado e de governo em Minsk e decidimos por quarta-feira, se até lá entrarmos em acordo sobre certas posições, que ultimamente foram discutidas intensamente", declarou Putin, em conversa em Sochi com o presidente bielo-russo, Aleksandr Lukachenko.

Pouco depois, a Presidência da Ucrânia publicou um comunicado em seu site dizendo que as negociações deste domingo levaram a "progressos" e desejando que os colóquios em Minsk proporcionem um "rápido e incondicional cessar-fogo".

A notícia do encontro também foi comemorada pela alta representante para Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, que disse que a reunião em Minsk será "uma ótima chance" para interromper os confrontos na Ucrânia oriental, que opõem as forças de Kiev a separatistas pró-Moscou.

"É uma tentativa que devemos fazer, mas ainda é muito cedo para cantar vitória. Esse é um primeiro passo positivo e importante. A situação é dramática, o número de mortos e desabrigados está crescendo. É urgente por fim ao conflito", afirmou a italiana.

No final da semana passada, Angela Merkel e François Hollande viajaram a Kiev e Moscou para negociar os termos de um eventual acordo com Petro Poroshenko e Vladimir Putin. A proposta dos dois líderes inclui uma trégua imediata, o estabelecimento de uma nova linha de contato entre Ucrânia e Rússia e a criação de um status especial para as regiões separatistas. (ANSA)

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