Japão impede fotógrafo de viajar à Síria para proteger sua vida

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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É a primeira vez que o governo japonês retira um passaporte de um cidadão por motivo de segurança

Agência Brasil

O governo japonês confiscou o passaporte de um fotógrafo que estava prestes a viajar para a Síria a fim de cobrir o conflito civil no país. A justificativa para o confisco do passaporte é que essa foi a forma de “proteger a vida” do fotógrafo, informou neste domingo (8) a imprensa japonesa.

As autoridades nipônicas tomaram a decisão após o rapto e a execução de dois japoneses pelo grupo jihadista Estado Islâmico, que ameaça matar cidadãos japoneses “onde quer que estejam”.

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Estado Islâmico queima piloto jordaniano vivo e divulga imagens na internet

Esta é a primeira vez que o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês retira, por motivos de segurança, o passaporte de um cidadão que estava pronto para viajar ao exterior, disseram fontes governamentais à agência Kyodo. O fotógrafo freelancer (autônomo) Yuichi Sugimoto criticou a medida, por considerar que “viola a liberdade de expressão”.

Veja imagens de reféns do Estado Islâmico:

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube


O ministério explicou que aplicou as regras que preveem a retirada do passaporte de um cidadão “para impedir que viaje, com o objetivo de proteger a sua vida”. As autoridades tomaram conhecimento da intenção de Sugimoto de viajar para a Síria na sequência de uma entrevista dele à imprensa japonesa, e decidiram confiscar o seu passaporte depois de o profissional negar-se a cancelar seus planos, de acordo com a estação pública de televisão NHK.

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Cerca de uma semana depois do assassinato do refém japonês Haruna Yukawa, o Estado Islâmico divulgou, domingo passado (1º), um vídeo que mostra a suposta decapitação do jornalista Kenji Goto, que tinha sido sequestrado por jihadistas em outubro.

Após a crise dos reféns, o governo japonês anunciou o reforço das medidas de segurança dentro e fora do país para proteger seus cidadãos e recomendou que não viajem para a Síria, Iraque e outros países.

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