Irã condiciona fim das sanções para definir acordo nuclear

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Mohammad Javad Zarif apresentou exigência em conferência na Alemanha

Agência Brasil

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, exigiu neste domingo (8) o levantamento das sanções ao seu país como “condição” para alcançar um acordo sobre o programa nuclear do Irã com os seus parceiros internacionais.

Representantes do Irã alegam que programa nuclear do país sempre foi pacífico
AP
Representantes do Irã alegam que programa nuclear do país sempre foi pacífico

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Zarif fez pronunciamento na Conferência sobre Segurança de Munique, à margem da qual aproveitou para se reunir em diversas ocasiões com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry.

“Há que tirar as sanções se querem ter êxito”, disse em relação às negociações do Irã com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e a Alemanha. As negociações irão até o final de março.

As sanções, que o Irã considera “inaceitáveis” e que “fracassaram miseravelmente”, devem ser suspensas totalmente de forma paralela ao avanço das negociações sobre o programa nuclear iraniano, afirmou, ressaltando que “o único caminho é através das negociações” e “respeito pelo Irã”.

Zarif considerou, após uma segunda reunião com John Kerry, que um novo adiamento do prazo para a obtenção de um acordo sobre o programa nuclear iraniano não é "do interesse de ninguém”. O ministro iraniano mostrou-se, no entanto, otimista em relação às negociações, salientando que foram alcançados “grandes progressos nos últimos meses”.

Na sua perspetiva, é preciso que todas as partes definam “objetivos comuns” para ter êxito, embora reconheça o “ceticismo” e a “desconfiança” que os entendimentos suscitam tanto no Irã como nos Estados Unidos. Zarif destacou que o programa nuclear iraniano sempre foi pacífico, algo que tanto os Estados Unidos como Israel colocam em dúvida.

As grandes potências exigem do Irã a redução da sua capacidade nuclear para impedir que um dia possa ter uma bomba atômica. O governo iraniano, que nega qualquer natureza militar no seu programa, afirma seu direito pleno à energia nuclear civil.

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