Polícia mexicana encontra 61 corpos em crematório abandonado

Por Ansa | - Atualizada às

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Autoridades não confirmam identidade das vítimas; cadáveres estavam em avançado estado de decomposição

 Mais uma descoberta terrível foi realizada nesta sexta-feira (6) em Acapulco, no México. Após denúncia de vizinhos, que reclamavam de mau cheiro, 61 corpos foram encontrados em um crematório abandonado. Segundo fontes de saúde, há várias mulheres e adolescentes entre as vítimas.

Os corpos estavam empilhados e cobertos com lençóis e cal em pó, no crematório da funerária
AP Photo
Os corpos estavam empilhados e cobertos com lençóis e cal em pó, no crematório da funerária

As autoridades não confirmam a identidade das vítimas, mas afirmaram que "os cadáveres estavam em avançado estado de decomposição" e que o local estava sem funcionar há mais de um ano. Segundo eles, a maioria eram homens que estavam cobertos por cal e lençóis para disfarçar o mau cheiro.

Foram necessários dois furgões funerários e mais de cinco horas de trabalho para retirar e transportar todos os restos humanos encontrados no lugar. Os especialistas forenses explicaram que os corpos estavam nas mesas, no chão e por toda a área do crematório - que se dividia em quatro salas.

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Os dois proprietários do estabelecimento foram presos pelos policiais. Acapulco fica no estado de Guerrero, um dos mais pobres e com maior presença do crime organizado do México. O balneário, famoso por suas belezas naturais, é o maior do estado e atrai muitos turistas.

A cidade também fica a cerca de 200 quilômetros de Iguala, o município em que no dia 26 de setembro desapareceram os 43 estudantes que protestavam contra o governo local.

Relembre as imagens da tragédia dos 43 estudantes:

Manifestantes olham para imagem do presidente mexicano Enrique Peãa Nieto que queima em protesto por alunos na Cidade do México (20/11) . Foto: ReutersAtivistas ateiam foto em Imagem do presidente mexicano durante protesto em praça da Cidade do México (20/11). Foto: ReutersMultidão se reúne para protestar contra desaparecimento de 43 alunos em praça da Cidade do México (20/11). Foto: ReutersAtivista grita ao ser cercada por policiais enquanto observadores de direitos humanos tentam alcançá-la durante passeata perto de aeroporto da Cidade do México (20/11). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero, no México (12/11). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero, no México (12/11). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero (12/11). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no México (12/11). Foto: APVeículos incendiados após protestos no México (12/11). Foto: APManifestantes fazem ato em frente ao palácio presidencial na Cidade do México (9/11). Foto: ReutersEx-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e a mulher, Maria de los Angeles Pineda Villa, falam com representantes do governo estadual em Chilpancingo, México (4/11). Foto: APPresidente Enrique Peña Nieto em coletiva após falar sobre reunião privada com as famílias dos 43 alunos desaparecidos no México (30/10). Foto: ReutersProtesto em Guadalajara, México, contra o desaparecimento de 43 estudantes pede que o governo do país acelere as investigações (24/10). Foto: Ulises Ruiz Basurto/EPA/Agência LusaAtivista mostra fotos de alunos desaparecidos durante protesto em frente ao consulado mexicano na Cidade de Guatemala, México (15/10). Foto: ReutersInvestigadores examinaram 28 corpos encontados numa vala comum, mas nenhum deles era dos estudantes desaparecidos (15/10). Foto: ReutersEstudantes da Escola de Ayotzinapa fazem vigília para lembrar os colegas desaparecidos (14/10). Foto: ReutersCarro capota e é incendiado por estudantes universitários em protesto pelo desaparecimento de alunos do lado de fora de edifício em Guerrero, México (13/10). Foto: APEstudantes mascarados protestam contra o desaparecimento de 43 colegas de classe em Chilpancingo, México (8/10). Foto: APManifestantes fazem gritam palavras de ordem e quebram vidros do Congresso de Chilpancingo (29/09). Foto: Reuters


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