Pai se recusa a dar filho com síndrome de Down e mulher pede divórcio na Armênia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Samuel Forrest soube no hospital que bebê tinha Down; lei permite que os pais encaminhem essas crianças para a adoção

Quando Samuel Forrest ouviu o choro de seu bebê do lado de fora do quarto onde sua mulher estava internada na Armênia, ele soube que sua vida mudaria para sempre. Mas não imaginou que aconteceria tão depressa, relatou ao site ABC News. 

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O pequeno Leo dorme no colo de um parente de Samuel Forrest, que decidiu ficar com a criança na Armênia
Reprodução/Facebook
O pequeno Leo dorme no colo de um parente de Samuel Forrest, que decidiu ficar com a criança na Armênia

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"O pediatra saiu do quarto com uma trouxinha de pano – era Leo", contou. "O bebê estava com o rosto coberto e autoridades do hospital não me deixaram ver nem meu filho ou minha mulher. Quando o médico se dirigiu a mim, começou com 'seu filho tem um problema'".

Segundo ele, o médico logo lhe disse que a criança havia nascido com síndrome de Down e que, de acordo com a legislação vigente no país, o casal poderia encaminhar a criança para a adoção.

"Eles então me levaram para vê-lo e quando bati os olhos em Leo, percebi o quanto ele era bonito, perfeito e como eu gostaria de ficar com ele".

Depois, o homem levou a criança para sua mulher. Mas a reação dela não foi tão boa quando ele esperava.

"Eu recebi o ultimato logo ali", relata. "Ela me disse que se eu decidisse ficar com a criança, ela pediria o divórcio".

Pai segura Leo no colo após se separar da mulher que não queria ficar com o bebê
Reprodução/Youtube
Pai segura Leo no colo após se separar da mulher que não queria ficar com o bebê

A ABC foi até o hospital conversar com Ruzan Badalyan, mãe da criança. Ela se recusou a falar oficialmente sobre o assunto, mas confirmou ter dado à luz um menino com Down e ter pedido a separação do marido, que teria mesmo ficado com o bebê. 

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Forrest, que nasceu em Auckland, Nova Zelândia, afirmou que desconhecia as leis armênias sobre as crianças que nascem com Down no país.

"Quando nasce uma criança com síndrome de down na Armênia, as autoridades explicam que você não precisa ficar com o bebê", disse ele. "Minha mulher já havia decidido, foi tudo feito pelas minhas costas".

Apesar das advertências de sua mulher, Forrest disse que nunca teve dúvida se deveria ficar com o filho. Uma semana depois de seu nascimento, a mãe de Leo pediu o divórcio.

"Isso não é o que eu quero", disse Forrest. "Eu nem tive chance de conversar a sós com ela sobre esse assunto".

O pai agora tem planos de se mudar para a Nova Zelândia com o pequeno, já que em seu país de origem encontraria apoio de sua família para criar o bebê. 

"Uma criança com síndrome de Down nasce rotulada. Mas se pudermos contornar essa etapa, veremos que eles são normais. Eles são um pouco diferentes de nós, mas eles ainda estão normais".

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