EUA liberam acesso a documentos de Rosa Parks, símbolo da luta contra o racismo

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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A costureira de 42 anos se recusou a ceder lugar a um homem em ônibus e acabou se tornando símbolo da resistência no país

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A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos liberou o acesso a sua coleção de documentos pessoais e fotos da mulher que se transformou em um símbolo da luta pelos direitos civis no país, Rosa Parks.

Vídeo: Ativista Rosa Parks ganha estátua nos EUA

Biblioteca do Congresso Nacional dos EUA liberou acesso a documentos e acervo pessoal de Rosa Parks, símbolo da luta contra a segregação racial nos EUA. Foto: Library of CongressSem conseguir emprego e depois de sofrer uma série de ameaças, a ativista se mudou com o marido para Detroit. Foto: Library of CongressRosa Parks coleta dinheiro para fazer parte de uma associação nos EUA. Foto: Library of CongressRecusa de Rosa Parks em ceder seu lugar a um homem branco em um ônibus fez milhares boicotarem o transporte. Na foto, cartão enviado por Martin Luther King Jr. em 1957 . Foto: Library of CongressDe 1965 até sua aposentadoria em 1988, Rosa Parks trabalhou como assessora do congressista John Conyer (mostrado nesta imagem de 1990).. Foto: Library of CongressFoi um pequeno gesto de desacato, mas a recusa de Rosa Parks em ceder lugar em um ônibus para um homem branco em 1955 mudou os rumos da história americana. Foto: Library of CongressAcima, livro da Feira de Montgomery, em 1955, que Rosa Parks usou como caderno em 1956. Nele há nomes de motoristas que davam carona durante boicote de milhares de negros ao uso do transporte que levou a companhia a acabar com a segregação racial. Foto: Library of CongressAcervo contém várias cartas de Rosa Parker para sua mãe, Leona McCauley, sobre suas atividades em NY. Foto: Library of Congress

Mais: O espinhoso caminho de um museu sobre a cultura negra

A recusa de Parks, uma mulher negra, em ceder a um homem branco o assento que ocupava em um ônibus no estado do Alabama, no dia 1º de dezembro de 1955, mudaria a história americana, ao desencadear um boicote e pressionar por mudanças na lei do país.

A costureira de 42 anos e integrante da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês) viajava no ônibus quando um homem branco exigiu o lugar. A atitude fez de Parks um ícone da resistência à segregação racial nos EUA.

"Sabemos que Parks ficaria orgulhosa com o fato de a Biblioteca do Congresso manter seu legado com a estima que merece e tornar disponível para o mundo aprender e conservar", disse Elaine Eason-Steele, uma das fundadoras do Instituto Rosa e Raymond Parks para Desenvolvimento.

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