"Este é apenas o começo e vocês saberão quem realmente são os jordanianos", disse em comunicado o Exército do país

Jato do exército do país durante série de bombardeios contra o Estado Islâmico, nesta quinta-feira
AP
Jato do exército do país durante série de bombardeios contra o Estado Islâmico, nesta quinta-feira

Dúzias de jatos do Exército jordaniano realizaram ataques aéreos contra integrantes do Estado Islâmico estabelecidos no Iraque e no Irã, nesta quinta-feira (5). As ações são uma resposta ao brutal assassinato do piloto Muath al-Kaseasbeh , incendiado vivo pelos rebeldes do grupo, cuja morte filmada em vídeo foi divulgada na internet na terça (3). 

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Parte da coalizão que enfrenta o grupo que aterroriza o Oriente Médio desde o ano passado, a Jordânia vinha se limitando até então a somente atacar alvos na Síria, o que mudou nesta semana como consequência do violento assassinado de al-Kaseasbeh.

"Este é apenas o começo e vocês saberão quem realmente são os jordanianos", disse em comunicado o Exército do país no segundo dia de retaliações contra o grupo que se estabeleceu em uma vasta área dentro dos territórios sírio e iraquiano e proclamou a fundação de um califado. "Levaremos isso até o fim. É um esforço contínuo. Se eles estão no Iraque e na Síria precisamos atacar ambos os países."

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Na quarta-feira (4), a Jordânia iniciou seu processo de vingar a morte do militar com a execução de dois prisioneiros pertencentes à Al-Qaeda: Sajida al-Rishawi e Ziad Karboulo .

A primeira era a terrorista iraquiana que participou de uma série de atentados realizados em 2005 contra hotéis de luxo na cidade de Amã e que o Estado Islâmico exigia como troca pelo piloto assassinado. O segundo, um ajudante do líder terrorista Abu Musab al-Zarqawi, morto por bombardeio americano em 2006.

O documento militar ainda afirma que os ataques contra os rebeldes prosseguirão até o Estado Islâmco ser totalmente eliminado.

*Com AP e CNN

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