Câmara argentina escolhe juiz para investigar denúncia contra presidente do país

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Encontrado morto no banheiro de seu apartamento, Alberto Nisman será substituído por especialista no Holocausto

Agência Brasil

A Câmara Federal argentina decidiu, nesta quarta-feira (4), que o juiz Daniel Rafecas, especializado em direitos humanos e nos horrores do Holocausto, investigará a denúncia do promotor federal Alberto Nisman contra a presidente Cristina Kirchner.

Nisman investigava ataque terrorista que deixou 85 mortos em Buenos Aires em 1994
Reprodução/Facebook
Nisman investigava ataque terrorista que deixou 85 mortos em Buenos Aires em 1994

Nisman foi encontrado morto no dia 18 de janeiro, no banheiro do apartamento onde morava, em um bairro nobre de Buenos Aires. 

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O procurador acusou Cristina e o chanceler argentino Hector Timerman de terem negociado com o Irã um plano para encobrir os responsáveis pelo ataque terrorista de 1994, contra o Centro Comunitário Judaico Amia, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas e deixou centenas feridas.

A Câmara Federal escolheu o juiz Rafecas para encerrar um debate entre ele e outros dois juízes sobre qual deles deveria ser o responsável pela continuidade das investigações sobre o caso. Ao longo da carreira, Rafecas investigou crimes contra direitos humanos praticados durante a ditadura de 1976 a 1983, fraudes na polícia e denúncias de subornos no Senado.

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Encarregado de investigar o pior atentado fundamentalista da história argentina, o promotor Nisman morreu um dia antes de comparecer ao Congresso argentino para apresentar provas que o levaram a pedir a abertura de inquérito contra Cristina e Timerman.

Nisman tinha sido convocado por políticos oposicionistas para revelar, em sessão secreta, o conteúdo de centenas de escutas telefônicas e os nomes de pessoas identificadas na investigação.

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