Promotor morto na Argentina analisava pedir prisão de Kirchner

Por Ansa | - Atualizada às

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O promotor foi achado morto em seu apartamento uma semana após acusar Kirchner e alguns colaboradores de acobertar suspeitos iranianos de cometer o ataque terrorista

A promotora argentina que investiga a morte de Alberto Nisman disse nesta segunda-feira (3), que os esboços sobre a denúncia contra a presidente Cristina Kirchner que pedem sua detenção existem e estão incorporados a causa. Segundo Viviana Fein, houve um erro quando foi negada a existência desta documentação.

Alberto Nisman investigava o ataque terrorista dos anos 1990 há mais de dez anos
Reprodução/Facebook
Alberto Nisman investigava o ataque terrorista dos anos 1990 há mais de dez anos

O jornal local "Clarín" publicou no último domingo que Nisman trabalhava em uma denúncia que incluía pedidos de detenção da mandatária e do chanceler Hector Timmerman, o que foi negado ontem por Fein e pelo chefe de Gabinete de Cristina, Jorge Capitanich.

A publicação, no entanto, divulgou cópias do pedido de prisão nesta terça-feira, o que fez Fein admitir o erro. Ela disse não estar sendo pressionada pelo governo a respeito do caso e que foi apenas "um erro de interpretação".

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Nisman, encontrado morto no último dia 18, estava à frente da investigação do atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994.

O promotor foi achado sem vida em seu apartamento uma semana após acusar Cristina e alguns colaboradores de acobertar suspeitos iranianos de cometer o ataque que provocou a morte de 85 pessoas e deixou outras cerca de 300 feridas.

Sua morte aconteceu um dia antes de ele se apresentar na Comissão de Legislação Penal da Câmara de Deputados, onde apresentaria novas informações sobre o caso.

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