Após assassinato de piloto, Jordânia afirma que executará terrorista iraquiana

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Morte de Moaz al-Kasaesbeh foi divulgada pelo grupo Estado Islâmico, nesta terça-feira; ele foi queimado vivo em uma jaula

A Jordânia anunciou, na noite desta terça-feira (3), que irá executar a iraquiana Sajida al-Rishawi e outros terroristas em retaliação ao brutal assassinato de um piloto da Força Aérea do país pelo Estado Islâmico, de acordo com o jornal The Huffington Post.

O piloto Moaz al-Kasaesbeh em montagem ao lado da terrorista iraquiana Sajida al-Rishawi
AP
O piloto Moaz al-Kasaesbeh em montagem ao lado da terrorista iraquiana Sajida al-Rishawi

A morte do militar Moaz al-Kasaesbeh foi divulgada pelo grupo que pretende criar um califado em uma vasta área que abrange partes dos territórios da Síria e do Iraque em vídeo no qual ele aparece sendo queimado vivo dentro de uma jaula. As imagens do assassinato, ocorrido dias depois da decapitação do jornalista japonês Kenji Goto, no sábado (30), levaram a reações furiosas de oficiais do Exército.

Veja os estrangeiros que foram brutalmente assassinados pelo Estado Islâmico:

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

Ainda segundo o jornal, mais do que o método do assassinato em si, diferente dos anteriores de estrangeiros (por decapitação), foi a mentira do Estado Islâmico que enfureceu os oficiais. O grupo vinha negociando desde a semana passada a soltura do piloto em troca da libertação de Sajida, integrante da Al-Qaeda condenada à prisão perpétua na Jordânia por ter participado de um atentado terrorista que matou 60 pessoas em hotéis de luxo de Amã. No entanto, a inteligência jordaniana acredita que al-Kasaesbeh foi morto no início de janeiro.

Leia mais:
Estado Islâmico queima piloto jordaniano vivo e divulga imagens na internet

A terrorista só não havia sido solta antes pela Jordânia pois o Estado Islâmico não forneceu provas de que o piloto estava vivo. Aparentemente, realmente não haveria como, visto que ele pode estar morto há um mês.

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