Premiê da Austrália agradece presidente egípcio por libertação de jornalista

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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O correspondente Greste foi deportado domingo depois de o presidente egípcio ter aceitado sua transferência à Austrália

Agência Brasil

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, agradeceu nesta segunda-feira (2) ao presidente egípcio, Abdel Fatah Al Sissi, pela libertação do jornalista australiano Peter Greste, que passou 400 dias na prisão.

Ontem: Preso desde 2013, jornalista da Al-Jazeera é libertado pelo Egito

Premiado correspondente australiano da Al-Jazeera Peter Greste aparece atrás das grades em tribunal no Cairo, Egito (março/2014)
AP
Premiado correspondente australiano da Al-Jazeera Peter Greste aparece atrás das grades em tribunal no Cairo, Egito (março/2014)

2014: Egito condena jornalistas da Al-Jazeera a sete anos de prisão

"Quero expressar em particular a minha gratidão ao presidente do Egito", disse Abbott, em Camberra, ressaltando que "o seu papel na libertação de Peter não deve ser subestimado".

Tony Abbott também destacou o trabalho da ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Julie Bishop, nos esforços para garantir a liberdade do jornalista e prestou homenagem à família Greste por ser "uma inspiração" para o povo australiano.

Greste foi deportado no domingo (1º) depois de o presidente egípcio ter aceitado a sua transferência para a Austrália, em virtude de uma lei aprovada em novembro do ano passado que permite expulsar para os países de origem os estrangeiros que estão sendo julgados no Egito.

Peter Greste, jornalista da Al Jazeera, foi detido em dezembro de 2013 no Cairo, com outros dois jornalistas da televisão árabe, Mohamed Fahmi, de dupla nacionalidade egípcia e canadense, e Baher Mohamed, egípcio. Mohamed Fahmi e Baher Mohamed continuam presos.

Greste, Fahmi e Mohamed foram detidos quando cobriam a repressão aos islâmicos que se seguiu à deposição pelas Forças Armadas do presidente eleito Mohamed Morsi, em julho de 2013.

Os três jornalistas foram condenados em junho de 2014 a penas entre sete e dez anos de prisão.

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