Parlamento italiano vota para eleger o próximo presidente da República

Por Ansa |

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Base aliada do primeiro-ministro Matteo Renzi deve votar em peso no juiz da Corte Constitucional Sergio Mattarella

O ex-presidente italiano, Giorgio Napolitano, deposita seu voto durante a sessão de votação para a eleição do novo presidente da Itália, em Roma
AP Photo/Andrew Medichini
O ex-presidente italiano, Giorgio Napolitano, deposita seu voto durante a sessão de votação para a eleição do novo presidente da Itália, em Roma

Começou neste sábado (31) a quarta votação do Parlamento italiano para eleger o próximo presidente da República. A partir de agora, os candidatos devem atingir pelo menos 505 votos (de um total de 1.009), e não mais os 673 dos escrutínios anteriores.

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Após deixar suas cédulas em branco nos três sufrágios iniciais, a base aliada do primeiro-ministro Matteo Renzi deve votar em peso no juiz da Corte Constitucional Sergio Mattarella, de 73 anos. O próprio premier havia pedido para a sua legenda, o Partido Democrático (PD), não apoiar nenhum indicado até aqui, para evitar "queimar" o nome do seu candidato e preservá-lo para a quarta tentativa, quando o quorum mínimo exigido é menor.

O PD detém 445 votos no colégio eleitoral de 1.009 políticos que elege o chefe de Estado no país, precisando de apenas 59 de outras siglas para dar a vitória ao seu favorito. Estimativas dão conta de que Mattarella deve receber em torno de 640 votos, mas sempre existe o risco de "francos atiradores" irem para outros candidatos, já que o escrutínio é secreto.

Ligado ao Partido Democrático, o juiz já foi ministro para as Relações com o Parlamento (1987-1989), da Educação (1989-1990) e da Defesa (1999-2001). Em 2011, foi nomeado para integrar a Corte Constitucional da Itália.

A opção por Mattarella foi uma forma encontrada por Renzi de "compactar" a centro-esquerda, embora possa custar o apoio do conservador Forza Italia (FI), de Silvio Berlusconi, a algumas de suas reformas. Contrária à indicação do magistrado, a sigla do senador cassado deve votar em branco, mas o governo conta que ela não será decisiva.

O colégio de 1.009 eleitores é formado por 630 deputados, 315 senadores, seis senadores vitalícios e 58 delegados regionais (três para cada região e um para o Vale d'Aosta). 

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