Grupo que pratica atrocidades perdeu nesta semana uma das principais cidades que estavam sob seu domínio na Síria

Os ataques aéreos dos EUA e de seus aliados na Síria e no Iraque têm causado sérias baixas no Estado Islâmico, que reivindica a fundação de um califado em um vasto território dentro de áreas nos dois países. Foi o que disseram em entrevista dois rebeldes do grupo à agência de notícias síria Amaz, em vídeo divulgado por veículos norte-americanos e britânicos neste sábado (31).

Rebelde se mostra chocado com a destruição causada por ataques:
Reprodução
Rebelde se mostra chocado com a destruição causada por ataques: "perdemos muitos irmãos"

As entrevistas foram realizadas nas proximidades da cidade síria de Kobani, de maioria curda, localizada ao lado da fronteira com a Turquia. Até há pouco completamente dominada pelo Estado Islâmico, ela foi recuperada nesta semana por seus antigos moradores, que declararam sua libertação na última segunda-feira (26). Isso levou a uma fuga em massa dos rebeldes fundamentalistas da área em que dominaram, segundo afirmam, 360 vilarejos, "fazendo as pessoas fugirem como ratos".

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"Não temos mais como ficar nos lugares por aqui. Ocupamos mais de 70% da região, mas os ataques aéreos não deixaram nenhum prédio em pé. Eles destruíram tudo. Não há mais onde se abrigar", disse um combatente, visivelmente assustado – um alívio para os que lutam contra a intolerância e a violência despropositadas do Estado Islâmico, cujos integrantes decapitam, crucificam, estupram, praticam genocídios, entre outras atrocidades, contra populações de vilarejos, jornalistas, militares e quaisquer pessoas que discordem de suas crenças e práticas.

"Juro por Deus. Os aviões deles não saíam do céu, noite e dia. Os ataques aéreos foram ininterruptos. Acertaram tudo, até motocicletas. Perdemos muitos irmãos."

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Como os ideais de grupos como o EI são baseados em ódio e vingança, o enorme número de baixas causado ao Estado Islâmico pelos ataques dos EUA e de seus aliados leva, naturalmente, a um discurso de ódio e vingança. "Com a vontade de Deus retornaremos e multiplicaremos nossa vingança", resumiu um rebelde. "O Estado Islâmico perserverá. E esta é a mensagem que mandamos ao (presidente dos EUA, Barack) Obama", completou um outro.

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Liderada pelos EUA, a coalizão que enfrenta o Estado Islâmico é composta por mais de sessenta países. De acordo com ela, as ações aéreas e o apoio a sírios por terra têm enfraquecido rapidamente o grupo rebelde, danificando suas capacidades operacionais e logísticas. 

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