Protestos no Egito deixam ao menos 16 mortos

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Manifestantes foram às ruas para pedir democracia quatro anos após revoltas que derrubaram o ditador Mubarak

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Pelo menos 16 pessoas morreram neste domingo no Egito em confrontos entre a política e manifestantes, de acordo com autoridades do país. Outras dezenas de manifestantes teriam ficado feridas. Um policial estaria entre os mortos.

Os protestos foram organizados para marcar o quarto aniversário da revolta que derrubou Hosni Mubarak do poder, em 2011. E o esquema de segurança das grandes cidades do Egito foi reforçado, prevendo confrontos.

No aniversário de quatro anos de revoltas, manifestantes voltam às ruas do Egito e são reprimidos com violência
Associated Press
No aniversário de quatro anos de revoltas, manifestantes voltam às ruas do Egito e são reprimidos com violência


No ano passado, dezenas de pessoas foram mortas em protestos similares.

As mortes deste domingo teriam ocorrido no Cairo e em Alexandria, no norte do país. Segundo a polícia, dois militantes mortos estavam tentando montar um dispositivo explosivo.

No sábado, a ativista Shaimaa al-Sabbagh foi morta a tiros durante uma passeata do partido socialista Aliança Popular no centro do Cairo. O partido culpou a polícia por sua morte.

Al-Sabbagh foi enterrada neste domingo em clima de grande tensão em Alexandria e promotores abriram uma investigação sobre sua morte.

Desde que o presidente Mohammed Morsi foi deposto, em julho de 2013, as novas autoridades egípcias têm reprimido atos de dissidência política.

Ativistas carregam corpo de Shaimaa el-Sabagh, baleada durante protesto em Alexandria
Associated Press
Ativistas carregam corpo de Shaimaa el-Sabagh, baleada durante protesto em Alexandria


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