No Egito, 13 pessoas são mortas durante protesto em aniversário de revolta

Por iG São Paulo |

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Após quatro anos de protestos que derrubaram ditador Hosni Mubarak, manifestantes pedem mais democracia no país

Ao menos 13 pessoas morreram no Egito durante as manifestações que marcam neste domingo (25) o aniversário de quatro anos da revolta que tirou o ditador Hosni Mubarak do poder, em 2011.

O protesto que levou centenas de pessoas às ruas do Cairo e de diversas cidades egípcias teve conflito com policiais. Treze pessoas morreram em manifestações e outras duas teriam morrido após a explosão de uma bomba que seria colocada sob uma torre de alta-voltagem no delta do Nilo.

A maior parte das mortes acontece em Al Matariya, nos arredores do Cairo. Há ainda dezenas de feridos, entre eles ao menos dois policiais. De acordo com o Ministro da Defesa, 134 manifestantes foram presos neste domingo.

No sábado, a ativista Shaimaa el-Sabagh foi baleada e morta em Alexandria, segundo maior cidade do país, durante uma manifestação. Os manifestantes culpam a polícia pelo assassinato.

Ativistas carregam corpo de Shaimaa el-Sabagh, baleada durante protesto em Alexandria
Associated Press
Ativistas carregam corpo de Shaimaa el-Sabagh, baleada durante protesto em Alexandria

Crise

Quatro anos após os 18 dias de revoltas que derrubaram o ditador Mubarak, os egípcios voltam a se manifestar por democracia. Os protestos foram convocados por apoiadores do ex-presidente Mohamed Morsi, derrubado em um golpe militar em 2013. O atual presidente do país, Abdel Fattah al-Sissi, é considerado autoritário.

Sisi, que serviu como chefe da inteligência militar sob Mubarak, tomou medidas corajosas para reparar a economia, como a redução de subsídios aos combustíveis caros, mas é acusado de violações generalizadas dos direitos humanos.

No aniversário de quatro anos de revoltas, manifestantes voltam às ruas do Egito e são reprimidos com violência
Associated Press
No aniversário de quatro anos de revoltas, manifestantes voltam às ruas do Egito e são reprimidos com violência

* Com informações da Associated Press

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