Na Grécia, primeiro-ministro admite derrota para candidato da extrema esquerda

Por iG São Paulo |

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Com discurso sobre fim de austeridade financeira, candidato Alexis Tsipras, líder do partido Syriza, venceu eleições

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, reconheceu a derrota frente ao candidato da extrema esquerda, Alexis Tsipras, nas eleições deste domingo (25).

Em seu discurso, Samaras afirmou que entrega o governo de um país que já deixou a pior parte da crise financeira para trás. Ele disse ainda que, em 2012, recebeu um país à beira de um desastre e que construiu a base para o crescimento e o fim definitivo da crise financeira grega.

Eleitores da extrema esquerda grega comemoram a vitória de Alexis Tsipras
Associated Press
Eleitores da extrema esquerda grega comemoram a vitória de Alexis Tsipras

O líder do partido de extrema esquerda Syriza, Alexis Tsipras, ganhou as eleições gerais. Ainda não é certo se o partido alcançou número suficiente de cadeiras no parlamento para que possa governar sozinho ou se precisará de alianças.

Alexis Tsipras, do partido de esquerda radical grego Syriza
EPA / Reuters

"Está claro que temos uma vitória histórica, imbuída de uma mensagem que interessa não só ao povo grego, mas a todos os europeus", disse Panos Skourletis, porta-voz do partido, a emissoras de TV gregas.

O líder do Syriza, Alexis Tsipras, prometeu renegociar a dívida externa da Grécia, que atualmente corresponde a 175% do seu Produto Interno Bruto (PIB), e reverter as medidas de austeridade adotadas pelo país nos últimos anos.

Fim da austeridade?

As medidas de austeridade - que incluem cortes de gastos públicos e aumentos de impostos - foram adotadas pela Grécia como parte de uma série de acordos com a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, que têm emprestado dinheiro ao país.

+ Boca de urna sugere vitória da extrema esquerda na Grécia

Nos últimos anos, porém, a economia grega encolheu 25%, o desemprego chegou a 26% (sendo de 50% para os jovens) e milhares de gregos caíram para abaixo da linha da pobreza.

Tsipras diz que engolir essas medidas foi uma "humilhação" para o povo grego e os custos sociais e humanos da austeridade passaram do limite do aceitável.

Ele promete aumentar o salário mínimo, restaurar a eletricidade em locais em que ela foi cortada e ampliar a cobertura de saúde para quem não pode pagar.

* Com informações da Associated Press e da BBC


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