Refém japonês é decapitado pelo Estado Islâmico

Por Ansa | - Atualizada às

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Grupo mantém um dos japoneses vivos e faz exigências. Governo busca confirmar veracidade das imagens

Foi decapitado um dos reféns japoneses que estavam nas mãos dos extremistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis), informou o Site, portal norte-americano que monitora o movimento jihadista. A vítima teria sido Haruna Yukawa.

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O governo japonês está verificando a autenticidade do vídeo em que o refém Kenji Goto aparece mostrando a imagem de Haruna Yukawa decapitado pelo Estado Islâmico. Antes da reunião de emergência, as autoridades chamaram o assassinato do refém de "imperdoável".

Estado Islâmico ameaça matar dois reféns japoneses
Reprodução
Estado Islâmico ameaça matar dois reféns japoneses

Segundo o portal, o Estado Islâmico fez com que o outro refém, Kenji Goto, mostrasse as imagens da decapitação e implorasse por sua vida. Ainda de acordo com o Site, Goto exigiu, a mando dos terroristas, que "Sajida al-Rishawi" seja libertado da prisão na Jordânia.

Veja também: Estado Islâmico ameaça matar dois reféns japoneses; assista ao vídeo

"Olhe a foto do meu companheiro de prisão Haruna decapitado na terra do EI. Vocês foram avisados", disse Goto no vídeo de quase três minutos. Os reféns apareceram em um vídeo na última terça-feira (20) sendo ameaçados de morte.

Até o momento, sabe-se que Yukawa estava em uma viagem comercial pela região e Goto é um jornalista freelancer que desapareceu em outubro na Síria.O grupo terrorista havia dado 72 horas para o governo japonês pagar US$ 200 milhões pela vida dos dois. O prazo acabou ontem (23) e desde então não havia notícias dos reféns.

Veja outros países que tiveram execuções:

Ruyati Binti Satubi: a faxineira nascida na Indonésia foi condenada a decapitação em 2011 após matar seu patrão na Arábia Saudita. Foto: Reprodução/YoutubeRuyati Binti Satubi: ela foi executada mesmo garantindo que agiu em legítima defesa e que era vítima de agressões. Seu corpo foi usado para escárnio. Foto: Reprodução/YoutubeEugene Armstrong: sequestrado em Bagdá em 2004, o americano trabalhava no setor de construção quando foi sequestrado e depois, decapitado. Foto: Reprodução/YoutubeEugene Armstrong: à época, o grupo radical islâmico Tawhid wal Yihad (Unificação e Guerra Santa) divulgou vídeo da execução. Foto: Reprodução/YoutubeDavid Haines: em 13 de setembro, o Estado Islâmico divulgou vídeo da morte do escocês de 44 anos. Ele era agente humanitário e foi sequestrado na Síria em 2013. Foto: ReutersAmina bint Abdul Halim bin Salem Nasser: saudita foi decapitada em 2011 sob acusação de bruxaria. A Arábia Saudita não divulgou mais nada sobre a morte. Foto: Reprodução/YoutubeAmina bint Abdul Halim bin Salem Nasser: jornal árabe de Londres informou que ela tinha até 60 anos e dizia que curava doenças em troca de dinheiro. Foto: Reprodução/YoutubeDaniel Pearl: em 2002, o repórter do Wall Street Journal foi capturado e morto pelo Movimento Nacional para Restauração da Soberania Paquistanesa, no Paquistão. Foto: Wikimedia CommonsAnna Månsdotter: a sueca foi decapitada em 1890 por ter supostamente matado a nora, Hanna Johansdotter, com ajuda do filho, em março de 1889. Foto: Wikemedia CommonsAnna Månsdotter: enquanto ela recebeu a pena de decapitação, seu filho foi preso e libertado em 1913. Morreu de tuberculose em 1918. Foto: Reprodução/YoutubeSteven J. Sotloff: no dia 2 de setembro, imagens do Estado Islâmico mostraram a decapitação do jornalista americano. Ele tinha 31 anos e havia sido sequestrado em 2013. Foto: APMarisol Macías Castañeda, México: a jornalista foi decapitada em 2011 por suas denúncias sobre os crimes de cartéis de drogas na internet. Foto: Reprodução/InternetMarisol Macías Castañeda, México: segundo o Daily Mail, o corpo foi achado na cidade de Nuevo Laredo. Outros jornalistas foram decapitados por facções. Foto: Reprodução/YoutubeJames Foley: em agosto, o Estado Islâmico divulgou vídeo que mostrava decapitação do jornalista americano. Ele tinha 40 anos. Foto: Reprodução/YoutubeThomas More: diplomata, filósofo e escritor, ele foi acusado, em 1535, de traição e decapitado na Inglaterra; 4 séculos depois foi canonizado pela Igreja católica. Foto: Wikimedia CommonsMaria Antonieta: a austríaca se tornou rainha da França ao se casar com o Rei Louis XVI em 1770. Foi decapitada durante a Revolução Francesa. Foto: Wikimedia CommonsMaria Antonieta: casada desde os 14, ela ganhou gradualmente a antipatia do povo, que a acusava de ser promíscua e de influenciar o marido a favor da Áustria. Foto: Wikimedia Commons



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