Obama confirma morte ao condenar assassinato; Governo japonês ainda verifica autenticidade das imagens

Visivelmente nervoso, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse em coletiva que o "Japão não vai sucumbir ao terrorismo" e que o governo continua trabalhando pela libertação dos dois reféns em poder do grupo jihadista Estado Islâmico.

A afirmação foi feita horas depois da divulgação de um vídeo em que o refém Kenji Goto aparece mostrando a imagem de Haruna Yukawa decapitado. No vídeo, o grupo pede ainda a troca de Goto por outro prisioneiro. O governo japonês ainda tenta verificar a autenticidade das imagens.

Por outro lado, em nota, o presidente dos EUA Barack Obama confirmou a morte e condenou o ato. Segundo ele, foi um "assassinato brutal". Não há detalhes de como os norte-americanos obtiveram as informações.

Estado Islâmico ameaça matar dois reféns japoneses
Reprodução
Estado Islâmico ameaça matar dois reféns japoneses

Na última quinta-feira, o grupo pertencente ao Estado Islâmico ameaçou matar os dois reféns caso não recebesse R$ 200 milhões por seu resgate em 72 horas.

O vídeo que mostra a decapitação de Yukawa teria sido enviado à esposa de Goto por e-mail, segundo informações da Agência Kyodo News.

O ministro da Defesa, Gen Nakatani, disse que autoridades estão tentando verificar a autenticidade do vídeo e da foto que aparece nas imagens.

O representante do Conselho de Segurança Naciona da Casa Branca, Patrick Ventrell, afirmou que o serviço de inteligência norte-americano está trabalhando na verificação.

Abe disse que o governo japonês não vai sucumbir ao terrorismo e continuará a cooperar com comunidade internacional na luta contra o terrorismo. Ele afirmou ainda que o Japão manterá todos os esforços para a libertação dos dois reféns.

* Com informações da Associated Press

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