Cristina Kirchner diz não acreditar que promotor argentino cometeu suicídio

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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"Por que alguém iria cometer suicídio sendo promotor e tendo excelente qualidade de vida?", indagou ela por meio de blog

Cristina Kirchner, presidente da Argentina, publicou uma carta em seu blog nesta quinta-feira (22) onde afirma estar "convencida" de que a morte do promotor Alberto Nisman "não se trata de suicídio".

Entenda: Saiba por que a morte do promotor argentino deixa tantas dúvidas

Cristina Kirchner ao lado de aliados durante campanha na Argentina
Reprodução/Twitter
Cristina Kirchner ao lado de aliados durante campanha na Argentina

Ontem: Denúncia de promotor argentino morto tinha acusação contra Cristina

"Por que alguém iria cometer suicídio sendo promotor e tendo, junto a família, uma excelente qualidade de vida?", disse ela por meio do texto.

No domingo (18), a polícia encontrou o corpo de Nisman no banheiro da casa dele ao lado de uma pistola calibre 22, que pertencia a Nisman. Poucas semanas antes, ele havia denunciado a presidente argentina por suposta tentativa de acobertar os terroristas responsáveis pelo ataque contra uma associação israelita nos anos 1990 que deixou 85 mortos e centenas de feridos.

Terça: Perícia nega vestígio de pólvora na mão de promotor argentino

A presidente disse ainda por meio do texto que as informações sobre seu envolvimento no caso são falsos. Cristina afirmou também ser "oportuno que se ordenem processos e investigações o mais rápido possível" para descobrir o que levou à morte do promotor.

De acordo com o magistrado, a manobra de Cristina Kirchner teve início cerca de dois anos antes da assinatura do Memorando de Entendimento com Teerã, em 2013, e contou a participação de outros políticos. Nisman disse que as instruções partiram da própria presidente e que os motivos eram comerciais, como intercâmbio de petróleo e grãos.

Um documento de cerca de 300 páginas foi enviado ao juiz federal Ariel Lijo. O magistrado tinha pedido na quarta-feira que Cristina e Timmerman fossem interrogados pelo caso, além do embargo de 200 milhões de pesos (cerca de R$ 610 mil) em bens.

*Com agência de notícias

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