Cuba articula mudar política de migração dos Estados Unidos

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Roberta Jacobson, secretária de Estado adjunta para a América Latina, vai permanecer em Cuba para discutir a normalização das relações diplomáticas entre os dois países

Agência Brasil

No primeiro dia de conversas entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos sobre o processo de normalização das relações diplomáticas entre os dois países, em Havana, os representantes cubanos expressaram nesta quarta-feira (21) preocupação com a Lei de Ajustamento Cubano e a política de pés secos - pés molhados, consideradas por eles “o principal incentivo à imigração ilegal para os Estados Unidos”.

Bandeiras dos EUA e de Cuba são exibidas em sacada em Havana: reaproximação entre os países não deve afetar relação comercial com Brasil, segundo analistas
AP
Bandeiras dos EUA e de Cuba são exibidas em sacada em Havana: reaproximação entre os países não deve afetar relação comercial com Brasil, segundo analistas

Em vigor desde 1966, a lei oferece facilidades à instalação dos imigrantes cubanos, dando-lhes o status de residentes, por um ano, benefício que não é dado a nenhuma outra nacionalidade. A política de pés secos - pés molhados agiliza o acesso à residência permanente aos cubanos que conseguem chegar ao solo norte-americano. Os abordados no mar são repatriados para a ilha. Cuba está a 140 quilômetros do extremo sul da Flórida. 

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“Expressamos preocupação porque a lei vai contra o espírito e a letra dos acordos migratórios que estamos revendo nesta sessão de trabalho”, disse o subdiretor para as questões dos Estados Unidos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Gustavo Machín.

Desta quarta-feira (21) à sábado (24), primeira missão oficial americana, liderada pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, vai permanecer no país discutindo a normalização das relações diplomáticas, rompidas desde 1961. Entre as primeiras medidas, está a reabertura das embaixadas.

Veja imagens da reaproximação dos EUA e Cuba:

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (17) uma série de mudanças nas relações entre o país e Cuba. Foto: AP Photo/Doug Mills, PoolO líder de Cuba, Raúl Castro, discursa sobre retomada das relações com os EUA, nesta quarta-feira. Foto: Youtube/ReproduçãoPresidente Barack Obama durante discurso no Salão Leste da Casa Branca em Washington, EUA . Foto: APEstados Unidos e Cuba não se relacionam desde 1962 -  obstáculos às relações econômicas foram adotados pelos EUA. Foto: AP Photo/SABC Pool, FileFotos mostra Alan Gross, ex-prisioneiro americano libertado por Cuba, chegando na Andrews Air Force Base. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeAlan Gross com sua esposa, Judy, antes de deixar Cuba. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeFoto de Alan Gross, prisioneiro americano libertado por Cuba. Foto: AP Photo/James L. Berenthal, FileAlan Gros, prisioneiro americano libertado por Cuba, e sua mulher, Judy Gross, em local desconhecido . Foto: AP Photo/Gross Family, File

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, fizeram o anúncio de reaproximação entre os dois países no dia 17 de dezembro de 2014.

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