Ocorreram diversas manifestações contra o jornal; em Zinder na África Ocidental, o Centro Cultural Francês foi incendiado

Agência Brasil

Entre 800 mil e 1 milhão de chechenos protestaram nesta segunda-feira (19), na capital, Grozni, contra a publicação pelo jornal francês Charlie Hebdo, de uma caricatura do profeta Maomé na capa.

Ativistas queimam uma representação de bandeira francesa durante protesto contra charges publicadas pelo Charlie Hebdo em Argel, Argélia
AP
Ativistas queimam uma representação de bandeira francesa durante protesto contra charges publicadas pelo Charlie Hebdo em Argel, Argélia

Aos gritos de “Alá é grande”, os muçulmanos exigiram respeito ao profeta. “Esta é uma manifestação contra quem insulta a religião muçulmana”, disse Ramzan Kadírov, líder da Chechênia, república russa no Cáucaso. “Nunca autorizaremos a ninguém insultar em nome do profeta”, acrescentou Kadírov.

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Na sexta-feira (16), ocorreram várias manifestações em países muçulmanos após o lançamento da primeira edição do Charlie Hebdo, no dia 14, após o atentado contra o jornal que causou a a morte de 12 pessoas na quarta-feira (14). Os protestos mais graves ocorreram em Zinder, a segunda cidade do Níger, na África Ocidental, onde o Centro Cultural Francês foi incendiado por manifestantes. Os protestos causaram a morte de quatro pessoas e deixaram 45 feridos.

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Também na Mauritânia, na Argélia, no Senegal, no Paquistão, na Jordânia, no Líbano e na Turquia manifestantes saíram às ruas contra o Charlie Hebdo.

Veja as imagens dos protestos a favor do jornal:


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