Na Bélgica, autoridades também deflagraram uma operação em várias cidades do país contra suspeitos de terrorismo

Em operação realizada na periferia de Paris, na madrugada desta sexta-feira (16), a polícia francesa prendeu 12 pessoas, suspeitas de terem participado dos atentados ocorridos na capital do país na semana passada. Entre os detidos estaria o principal cúmplice do terrorista Amedy Coulibaly, que invadiu um supermercado judeu no último dia 8 e matou quatro reféns, antes de ser morto pela polícia.

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O homem seria o responsável pelo mais importante apoio logístico a Coulibaly. Ele teria conseguido o automóvel usado pelo terrorista antes do atentado. Segundo a imprensa local, o suspeito teria sido identificado, devido a vestígios de material genético encontrado no veículo. Os outros detidos pelos agentes também são suspeitos de terem participado da organização dos atentados que fizeram 17 vítimas em dois dias.

Kerry encontra Hollande

O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, encontrou-se com o presidente da França, François Hollande, nesta sexta-feira. No encontro, realizado no Palácio do Eliseo, Kerry disse que o "coração dos norte-americanos está com a França", em respeito à vítimas dos atentados.

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Hollande lembrou do ataque terrorista sofrido pelos EUA, em setembro de 2001, em Nova York. "devemos encontrar juntos as soluções", disse Hollande. Em nota oficial, Paris afirmou que os dois países irão reforçar os acordos bilaterais contra o terrorismo.
Além de encontrar representantes do governo francês, como Hollande e o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, Kerry foi ao local dos ataques, a redação do semanário Charlie Hebdo e o supermercado kosher, para prestar homenagem ás vítimas. Uma coroa de flores foi deixada no supermercado.

Apesar de o atentado ao Charlie Hebdo ter sido reivindicado pela Al Qaeda, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, citou o risco de ataques promovidos pelo grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis). "A ameaça nunca foi tão forte. O Estado islâmico pode ser capaz de realizar ataques na Europa", afirmou Valls, que não prevê longa batalha contra o terrorismo. "Está longe de terminar ."

Suspeitas de ataques

Diversos sites da imprensa francesa sofreram queda nesta sexta-feira. Há suspeita de um ataque virtual, promovido por hackers. Entre as vítimas estão a Radio France, o L'Express, o 20 minutes e o Mediapart. Todos os sites utilizam o servidor Oxalide, que, em pronunciamento pelo Twitter, falou em incidentes na infraestrutura.

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Na manhã desta sexta-feira, um pacote desconhecido deixado na estação ferroviária Gare de l'est, em Paris, fez com que a polícia interditasse o local por uma hora e meia.

Bélgica

A Bélgica prendeu 13 suspeitos de terrorismo, em uma grande operação realizada ontem (15), que cumpriu mandados de busca e apreensão em 12 casas. Dois homens de origem chechena, que estariam planejando um atentado, morreram na ação, informaram as autoridades.

As autoridades deflagraram na quinta-feira uma operação em várias cidades do país contra suspeitos de terrorismo, uma semana após dois atentados da Al-Qaeda do Iêmen provocarem a morte de 17 pessoas na França.

Em Verviers, a polícia matou dois suspeitos. Em uma coletiva de imprensa hoje, as autoridades federais disseram que, ao todo, 13 pessoas foram presas na operação, que cumpriu mandado em 12 casas.  Nas investigações, a polícia fez blitz nas cidades de Bruxelas, Vilvoorde, Zaventem, Molenbeek e Anderlecht, onde foram encontrados explosivos em um prédio.

De acordo com fontes locais, os dois mortos tinham retornado da Síria e estava preparando um atentado na Bélgica. As evidências apontam para um ataque contra policiais. No entanto, o site " Dernier Horaire " publicou que a mira dos terroristas seria uma figura pública conhecida do país. A Procuradoria da Bélgica afirmou que os atentados deveriam ocorrer nos próximos "dias, ou horas".

O primeiro-ministro do país, Charles Michel, anunciou que foi dado um alerta de nível três (em uma escala até quatro) para toda a Bélgica sobre ações de terrorismo. "Depois de uma longa preparação, demos início a operações de luta contra o terrorismo", informou. De acordo com as estimativas recentes da Europol, entre três mil e cinco mil europeus teriam se radicalizado e se tornado jihadistas. Destes, 400 viveriam na Bélgica.

Devido às ameaças, a população acordou assustada nesta sexta-feira. Várias escolas judaicas europeias, principalmente em Bruxelas, Antuérpia e Amsterdã, resolveram fechar temporariamente. Todos os postos de polícia da Bélgica tiveram sua segurança reforçada e a recomendação é que as pessoas evitem edifícios públicos.

Bélgica prende 13 e mata 2 em operação contra terrorismo
AP
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