O suspeito Christopher Lee Cornell tinha adquirido dois rifles M-15 semiautomáticos com 600 cartuchos de munição

Na última quarta-feira (14) Christopher Lee Cornell, de 20 anos, foi preso em Ohio, nos EUA, acusado de planejar ataques terroristas contra o Capitólio, em Washington D.C., prédio que abriga o poder legislativo norte-americano, o equivalente ao Congresso no Brasil.

Foto disponibilizada pela delegacia de Butler County, em Ohio, onde Cornell está preso
AP Photo/Butler County Jail
Foto disponibilizada pela delegacia de Butler County, em Ohio, onde Cornell está preso

O FBI monitorava Cornell por constantemente compartilhar em sua rede social apoio ao Estado Islâmico, grupo jihadista do Oriente Médio. As autoridades americanas divulgaram que ele fez pesquisas sobre construção de bombas caseiras, adquiriu dois rifles M-15 semiautomáticos com 600 cartuchos de munição e tinha planos de viajar para Washington em dezembro a fim de realizar os atentados.

O plano era semelhante ao ataque que ocorreu ao jornal Charlie Hedbo, na semana passada,  quando 12 pessoas foram mortas. Segundo o FBI, Cornell pretendia invadir o prédio, colocar bombas nos parlamentares, provocar pânico e disparar utilizando os rifles com ajuda de um parceiro. Esse cúmplice era um infiltrado da polícia americana que conseguiu as informações necessárias para efetuar a prisão do suposto terrorista.

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No final de agosto de 2014, em sua página no Twitter, Cornell teria escrito ao informante: “Eu acredito que devemos nos reunir e criar um grupo próprio; fazer uma aliança com o Estado Islâmico e realizar os nossos planos". A investigação acredita que o suspeito já teria entrado em contato com pessoas do grupo radical islâmico.

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Pai critica FBI

John Cornell, pai do suposto terrorista, questionou as ações do FBI. A prisão foi efetuada em sua casa, enquanto almoçava com a esposa, mãe do suspeito. John disse que o filho estava trabalhando de forma apenas temporária ganhando salário mínimo. "Ele tinha U$ 1.287 guardado. Essas armas custam mais de U$ 1.700 cada uma”, disse à CNN. “Não há nenhuma possibilidade de meu filho estar envolvido com o Estado Islâmico."

O pai disse que, apesar de estar com o coração partido, ama o filho mais do que nunca: "Imagine ele vivendo na prisão", disse John Cornell. "Vocês sabem o quão devastador isso é?"

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