Brasileiro será fuzilado neste sábado na Indonésia por tráfico de drogas

Por Ansa | - Atualizada às

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Cardoso foi condenado em 2004 por tentar entrar no país com 13,4 quilos de cocaína em tubos de uma asa-delta

O brasileiro Marcos Archer Cardoso será executado nesta sábado (17), na Indonésia, após 10 anos preso, condenado por tráfico de drogas. A informação foi transmitida pelas autoridades do país ao Itamaraty nesta quarta-feira (14). Segundo o jornal Folha de São Paulo, a informação foi revelada pelo porta-voz da Procuradoria-Geral indonésia, Tony Spontana.

Indonésia anuncia fuzilamento de brasileiro condenado à morte

Brasileiro(à direita) com seu advogado
Divulgação
Brasileiro(à direita) com seu advogado

Em reunião com Dilma, líder indonésio promete tentar evitar morte de brasileiro

Cardoso, condenado em 2004 por tentar entrar no país com 13,4 quilos de cocaína em tubos de uma asa-delta, também já foi informado sobre a sua execução, que se dará por fuzilamento.

O brasileiro de 53 anos foi levado da prisão de Pasir Putih para outra unidade, onde ficará isolado até a execução. Uma tia de Cardoso viajou a Indonésia para tentar visitá-lo. No Brasil, amigos se mobilizam pelas redes sociais.

O governo indonésio, liderado pelo presidente linha-dura, Joko Widodo, negou pedido de clemência feito pelas autoridades brasileiras. Segundo informações, somente um pedido direto da presidente Dilma Rousseff a Widodo poderia adiar o fuzilamento.

Veja métodos de execução pelo mundo

Apedrejamento: mesmo sem estar no Alcorão, pena é usada por alguns países muçulmanos para punir adultério e conspiração. Foto: Reprodução/YoutubeApedrejamento: mulheres são enterradas até a altura do peito e homens, até a cintura, diz Artigo 102 do Código Penal do Irã. Fuga masculina é facilitada. Foto: Reprodução/YoutubeExecução pública: somente até fevereiro deste ano, entre 80 e 95 foram executados no Irã, segundo a ONU. Foto: Reprodução/YoutubeExecução pública: após aumento da violência, o Irã passou a promover as mortes de criminosos em um parque central de Teerã. Foto: Reprodução/YoutubeCaça às bruxas: em 2013, na Papua Nova Guiné, mulher foi torturada e queimada viva perante centenas de espectadores sob acusação de bruxaria. Foto: Reprodução/YoutubeCanibalismo tribal: os Kombai, na Nova Guiné, punem 'bruxos' - Khakhua-Kumu - com a morte e depois, comem seus restos mortais. Foto: Reprodução/YoutubeCanibalismo tribal: o ritual é uma resposta à crença de que os Khakhua-Kumu ingerem as almas de suas vítimas. Foto: Reprodução/YoutubeTrabalho infantil: Unicef estima que cerca de 150 milhões de crianças de 5 a 14 anos são obrigadas a trabalhar nos países em desenvolvimento. Foto: Reprodução/YoutubeTrabalho infantil: segundo a OIT, 7,4 milhões de crianças na mesma faixa etária estão envolvidas no trabalho doméstico. Foto: Reprodução/YoutubeTortura animal: corridas de touros na Espanha reúnem milhares para tortura de animal até sua morte. Foto: Wikimedia Commonsaté fevereiro de 2014, ao menos 125 milhões de mulheres podem ter sido mutiladas em 29 países na África e Oriente Médio, diz ONU. Foto: Reprodução/YoutubeSacrifício de animais: em aldeias como a Tana Toraja, Indonésia, acredita-se que, ao matar um animal, ele guiará a alma de um falecido ao paraíso. Foto: Reprodução/YoutubeSacrifício infantil: em 2008, mais de 300 casos de mortes e desaparecimentos ligados a rituais foram denunciados à polícia de Uganda, África, diz ONG. Foto: Reprodução/YoutubeSacrifício infantil: até 2009, vários pais e parentes foram detidos em Uganda acusados ​​de vender crianças para sacrifício humano. Foto: Reprodução/YoutubeAutomutilação: cerca de 200 milhões de muçulmanos xiitas no mundo celebram a Ashura em memória da morte de Imã Hussein, neto do profeta Maomé. Foto: Getty ImagesAutomutilação: xiitas iraquianos de todas as idades ficam cobertos de sangue enquanto participam da Ashura. Foto: Reuters

No entanto, a Indonésia não estaria respondendo as tentativas de contato feitas pelo Brasil.

Caso a pena seja cumprida, Cardoso será o primeiro brasileiro executado no exterior. Na Indonésia, há outro cidadão do país condenado a morte por tráfico de drogas, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte.

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