Manuel Valls sugere que Amedy Coulibaly, um dos terroristas mortos na sexta, tinha um cúmplice que ainda não foi achado

"A caçada continua", disse na manhã desta segunda-feira (12), em Paris, o primeiro ministro Manuel Valls, sobre os responsáveis pelo atentados terroristas ao semanário "Charlie Hebdo", no último dia 7, e ao supermercado judeu, no último dia 9, também na capital francesa. No total, 17 morreram nas ações da última semana.

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Manifestantes seguram bandeira francesa e cartaz
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Manifestantes seguram bandeira francesa e cartaz "Eu sou Charlie" em Berlim, Alemanha (11/01)

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Em entrevista às emissoras RMC e BFM-TV, Valls afirmou que certamente um dos terroristas, Amedy Coulibaly, morto após manter reféns no supermercado francês, tinha um cúmplice. A principal suspeita é a namorada de Coulibaly, Hayat Boumedienne.

O governo turco, nesta segunda-feira, confirmou que a jovem atravessou a fronteira do país em direção a Síria no último dia 8. A informação foi confirmada pelo ministro do interior, Mevlut Cavusoglu.

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Valls saudou a população francesa pela manifestação deste domingo (11), que reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas de Paris. "Mas precisamos ficar em alerta, porque sabemos que as ameaças estão presentes", afirmou o primeiro ministro do país.

Ele disse que o governo deve melhorar o sistema de intercepção telefônica, para que seja mais eficaz. O primeiro ministro afirmou que o alerta antiterrorismo continua ativado em todo o território.

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Cerca de 10 mil homens foram mobilizados para reforçar a segurança do país. Eles serão dispostos em regiões estratégicas, segundo o governo francês. Sarkozy quer guardas armados - Ex-presidente e líder da oposição ao presidente François Hollande, Nicolas Sarkozy afirmou ser favorável ao armamento dos guardas municipais do país. Em entrevista à emissora RTL criticou o governo, insinuando passividade no combate aos terroristas.

"Se qualquer um pode viajar seis meses para treinar e fazer a Jihad, não devemos deixá-los voltar", afirmou Sarkozy, que também enalteceu a manifestação contra o terror em Paris.

John Kerry na França - O secretário norte-americano de Estado, John Kerry , anunciou visita a França na próxima quinta-feira (15). O anúncio foi feito depois de o governo dos Estados Unidos ter sido criticado por não ter participado da manifestação contra o terrorismo em Paris, neste domingo, que teve a participação de diversos representantes de Estado.

Governo brasileiro emite nota oficial - A presidente Dilma Rousseff emitiu nota oficial de solidariedade à população francesa, após os atentados terroristas na última semana.

"O governo e o povo brasileiros acompanharam nos últimos dias, com emoção e apreensão, os sucessivos ataques terroristas que vitimaram os membros d a redação de Charlie Hebdo, policiais e cidadãos franceses", diz a nota do governo brasileiro, divulgada no último dia 10.

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