Manifestação contra o terror reúne quatro milhões e avança pela noite na França

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Emoção toma conta de manifestantes, que cantam repetidamente o hino nacional francês

Agência Brasil

A noite e o clima frio não foram suficientes para desmobilizar milhares de franceses, que às 21h (18h em Brasília) continuavam na Praça da Nação, em Paris, depois da marcha histórica que reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas na capital francesa.

Milhões marcham em Paris contra o terrorismo e a favor da liberdade de expressão. Foto: EPA/Ian Langsdon/Agência Lusa/Direitos ReservadosA partir da esq: Benjamin Netanyahu (Israel), Ibrahim Boubacar Keita (Mali), Francois Hollande (presidente da França) e Angela Merkel (Alemanha), Donald Tusk (União Europeia) e Abbas (Autoridade Palestina). Foto: AP PhotoMulher cola a frase "Liberdade" na boca e desenha lápis para protestar contra o terrorismo. Foto: APCrianças também participam da marcha contra o terrorismo, neste domingo, em Paris. Foto: APPessoas portanto cartazes com dizeres "Eu sou Charlie" se reúnem na Place de la Nation, em Paris, na marcha contra o terrorismo que acontece neste domingo. Foto: APManifestantes carregam lápis como símbolo da liberdade de expressão. Foto: APLíderes mundiais caminham de braços dados em marcha contra o terror. Foto: AP PhotoPraça da República, em Paris, lotada de participantes da marcha contra o terror. Foto: Peter Dejong/APManifestantes lotam a Praça da República em Paris. Foto: Peter Dejong/APA multidão se reúne na Praça da República, em Paris. Foto: Peter Dejong/APMultidão reunida na Praça da República à espera do início da marcha contra o terrorismo, em Paris. Foto: Laurent Cipriani/APParticipante do protesto segura um lápis em alusão aos jornalistas mortos. Foto: Laurent Cipriani/APMulher segura poster onde se lê "Contra a estupidez que mata". Foto: Laurent Cipriani/APAgentes atentos e forte aparato policial para evitar incidentes na marcha contra o terrorismo. Foto: Francois Mori/APA rosa vermelha e o recado: Eu sou Charlie. Foto: APParticipantes da marcha contra o terrorismo acenam com bandeiras da França na Praça da República em Paris. Foto: Peter Dejong/APPoliciais franceses patrulham área da manifestação. Foto: Laurent Cipriani/APMesmo quem não foi à Praça da República deu um jeito de se manifestar. Na sacada, o cartaz e as roupas com as cores da bandeira francesa deram o recado. Foto: Francois Mori/APPremiê alemã Angela Merkel abraça presidente francês Francois Hollande. Foto: AP PhotoO primeiro ministro da Espanha, Mariano Rajoy, também compareceu à marcha. Foto: Thibault Camus/APFrançois Hollande recebe o primeiro ministro italiano Matteo Renzi. Foto: Thibault Camus/APO rei Abdullah e a rainha Rania, da Jordânia, são recebidos pelo presidente francês. Foto: Thibault Camus/APO primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu acena aos fotógrafos ao lado do presidente francês. Foto: Thibault Camus/APFrançois Hollande cumprimenta o líder da autoridade palestina Mahmoud Abbas em Paris. Foto: Thibault Camus/APFrançois Hollande recebe o ex primeiro ministro francês Lionel Jospin. Foto: Thibault Camus/APA presidente da Suíça Simonetta Sommaruga é recebida por François Hollande no Palácio do Eliseu. Foto: Thibault Camus/APCrianças e adultos se reúnem na Praça da República, onde esperam pelo início da marcha contra o terrorismo. Foto: Laurent Cipriani/APLíderes judaicos da França respondem às perguntas dos repórteres após terem se reunido com o presidente François Hollande no Palácio do Eliseu. Foto: David Azia / APO presidente francês François Hollande deixa o Palácio do Eliseu depois de se reunir com Joel Mergui, líder do Consistório Judaico da França. Foto: David Azia / APSacha Reingewirtz, líder dos estudantes judeus da França mostra um panfleto onde se lê “Eu sou Charlie, Eu sou um policial, Eu sou judeu, Nós somos a República”. . Foto: David Azia / APPessoas começam a se reunir na Praça da República, em Paris, para marcha que vai homenagear os 17 mortes nos ataques. Foto: AP PhotoFlores e faixas em escultura da praça da República homenageia mortos nos ataques em Paris. Foto: AP PhotoHomenagem na praça da República aos 17 mortos nos ataques a Paris. Foto: AP PhotoMinistros do Interior se reúnem antes do início da Marcha que deve reunir um milhão de pessoas em Paris. Foto: AP PhotoProcurador Geral dos EUA, Eric Holder (à esq.), é recebido por ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve. Foto: AP PhotoMinistro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, com ministra do Interior da Grã-Bretanha, Theresa May. Foto: AP PhotoMinistro do Interior da Espanha, Fernadez Jorge Diaz (à esq.), é recebido por ministro do interior da França, Bernard Cazeneuve. Foto: AP PhotoMinistro do Interior alemão, Thomas de Maizière, abraça ministro francês Bernard Cazeneuve. Foto: AP Photo

A emoção ainda tomava conta dos manifestantes, que cantavam repetidamente La Marseillaise, canção revolucionária que se tornou o Hino da França, aplaudindo ao final. Muitos seguravam velas. Outros, letras iluminadas que formavam a palavra solidariedade.

Novas estimativas mostram que, em toda a França, cerca de 3,7 milhões de pessoas participaram da marcha. Franceses de todas as idades e de diferentes credos e ideologias saíram às ruas não só para manifestar solidariedade aos que morreram nos ataques terroristas que chocaram o país, mas também para protestar contra o terrorismo e relembrar os valores da República: liberdade, igualdade e fraternidade.

Leia também: Marcha contra o terror em Paris reúne líderes e um milhão e meio de pessoas

O camaronês Mbbakopyaya Seidou, que participou da manifestação desde o início da tarde, disse que não só os franceses estão preocupados e consternados. “Estamos todos unidos. Não é um problema da França, é um problema nosso, do mundo”, enfatizou ele.

Arianne Joseph – que vive na França, mas nasceu na Síria – disse que venceu o medo em nome da solidariedade. “É verdade que eu estava com muito medo de sair de casa. Achei que seria perigoso, mas então eu pensei que eu deveria vir, que nós temos que estar juntos, que apoiar uns aos outros”.

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