Milhares vão às ruas em memória de vítimas de ataques na França

Por BBC |

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Durante as passeatas, manifestantes foram vistos segurando cartazes com os dizeres "eu sou contra o racismo", "união" ou "je suis Charlie"; país permanecerá em alerta máximo

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Suspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APFlores e mensagens de apoio são deixadas em frente à sede do jornal Charlie Hebdo, alvo de ataque que matou 12 pessoas na quarta-feira (8). Foto: AP Photo/Francois MoriA mensagem "Je suis Charlie" (Eu sou Charlie) foi escrita no letreiro sobre o prédio da editora Alex Springer em Berlim em homenagem às vitimas de ataque em Paris. Foto: AP Photo/Stephanie PilickEm Bruxelas, pessoas se reuniram em frente ao parlamento europeu para fazer um minuto de silêncio pelas vítimas. Foto: Divulgação/Parlamento EuropeuUcranianos deixam homenagems às vítimas do ataque à sede da revista Charlie Hebdo em frente à embaixada da França em Kiev nesta quinta-feira (8). Foto: AP Photo/Sergei ChuzavkovDebaixo de chuva, dezenas de pessoas fizeram um minuto de silêncio no Parlamento Europeu, em Bruxelas na manhã desta quinta (8). Foto: Divulgação/Parlamento EuropeuApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
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. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão em Berlim (07/01). Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris (07/01). Foto: APDiversas equipes de resgatem se mobilizaram para socorrer as vítimas. (07/01). Foto: APEquipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: APEquipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: AP Equipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: APReprodução do site da revista francesa Charlie Hebdo, atacada por terroristas nesta quarta-feira (7). Foto: ReproduçãoComoção em vários países motivou revista Charlie Hebdo a publicar em seu site protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoDepois do ataque desta quarta-feira (7), site da revista francesa Charlie Hebdo trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoAtaque a redação da revista francesa Charlie Hebdo matou ao menos 12 pessoas; site da publicação trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoSite da revista Charlie Hebdo trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APPresidente da França, François Hollande, segue para local onde ocorreu o ataque terrorista em Paris (07/01). Foto: AP Ataque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. (07/01). Foto: Reprodução/Twitter Ataque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
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. Foto: APAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterImagens dos supostos terroristas (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterO presidente François Hollande classificou o ataque como terrorista. Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterSede da revista Charlie Hebdo é atacada em Paris, França (07/01). Foto: Reprodução/Twitter

Cerca de 700 mil pessoas foram às ruas das principais cidades francesas em memória das vítimas dos ataques ocorridos em Paris nesta semana. Além da capital francesa, as homenagens também aconteceram em Orleans, Nice, Pau, Toulouse e Nantes. 

Dezessete pessoas, incluindo alguns dos principais cartunistas da França, morreram nos ataques. A polícia agora concentra as buscas nos cúmplices dos três homens armados responsáveis pelos atentados, mortos durante uma ação policial simultânea na sexta-feira. 

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, afirmou que o país permanecerá em alerta máximo nas próximas semanas.  

Durante as passeatas, manifestantes foram vistos segurando cartazes com os dizeres "Eu sou contra o racismo", "união", ou "Je suis Charlie (Eu sou Charlie)", em referência ao atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo, alvo de um atentado na quarta-feira.

No ataque contra a revista, 12 pessoas – incluindo oito jornalistas e dois policiais – foram mortos e 11 ficaram feridos, quatro deles em estado grave. O crime teria sido cometido, segundo a polícia, pelos irmãos Chérif e Saïd Kouachi. 

Em outro desdobramento, Amedy Coulibaly manteve várias pessoas reféns em um supermercado de produtos judaicos no leste de Paris na sexta-feira. Quatro reféns morreram durante a ação policial. 

Coulibaly também estaria por trás do assassinato de uma policial no sul de Paris na quinta-feira.

'Medidas excepcionais'

Neste sábado, o governo francês aumentou a segurança em Paris, com 500 policiais a mais nas ruas, além do efetivo normal e da presença das Forças Armadas. Segundo Cazeneuve, "todas as medidas necessárias" estão sendo tomadas para proteger o país.

Ele também prometeu "medidas excepcionais" durante a grande marcha convocada para domingo, incluindo atiradores no telhado e um total de mais de 5,5 mil policiais e militares patrulhando as ruas.

Estarão presentes no evento o premiê britânico, David Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, o premiê turco, Ahmet Davutoglu, o premiê espanhol, Mariano Rajoy, e o chanceler russo, Sergei Lavrov.

A passeata deve sair da Place de la République (Praça da República), no centro de Paris, às 15h. 

Famílias 'arrasadas'

Familiares das vítimas começaram pouco a pouco a falar sobre os ataques.

O irmão do policial Ahmed Merabet assassinado a sangre frio enquanto agonizava na calçada após troca de tiros com atiradores de elite que haviam invadido minutos antes a redação da revista Charlie Hebdo afirmou: "Ele foi morto por pessoas que fingiam ser muçulmanas. Elas são terroristas, só isso", afirmou Malek.

"Ahmed era muçulmano, e muito orgulhoso de ser policial e representar os valores da República", afirmou ele a jornalistas.

"Nossa família está arrasada por esse ato de barbárie, e divide a dor com as famílias de todas as vítimas".

Malek acrescentou que "racistas, islamofóbicos e antissemitas" não devem confundir extremistas com muçulmanos. 

A família afirmou estar "orgulhosa" das homenagens públicas às vítimas, acrescentando que as manifestações provam que a França pode voltar a ser um país unido.

Reféns mortos

A onda de violência que tomou a França começou na quarta-feira, quando os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, ambos fortemente armados, atacaram a redação do semanário satírico Charlie Hebdo. 

Os irmãos fugiram, antes de serem cercados pela polícia em uma gráfica em Dammartin-en-Göele, 35 km ao norte de Paris, na sexta-feira. Eles acabaram mortos após trocar tiros com a polícia. 

Um refém havia sido libertado mais cedo e um segundo empregado, que estava se escondendo no refeitório, foi libertado pela polícia.

Também na sexta-feira, Amedy Coulibaly manteve vários reféns em um supermercado de produtos judaicos no leste de Paris. Ele ameaçou matar os reféns a menos que os irmãos Kouachi fossem soltos. 

A polícia invadiu o supermercado na noite de sexta-feira, matando Coulibaly e resgatando 15 reféns. Os policiais também encontraram os corpos de quatro reféns que teriam sido mortos antes do ataque.

As quatro vítimas foram identificadas como Yoav Hattab, Philippe Braham, Yohan Cohen, e Francois-Michel Saada. Os nomes foram divulgados pelo Conselho Representativo de Instituições Judaicas Francesas.

A polícia agora busca o paradeiro de Hayat Boumeddiene, companheira de Coulibaly.

Segundo fontes afirmaram à imprensa francesa, ela teria saído do país no momento dos ataques e não estava no supermercado, como havia sido noticiado inicialmente. Eles acreditam que ela tenha deixado a França em direção à Turquia, possivelmente com o objetivo de chegar à Síria.

Saïd Kouachi havia viajado para o Iêmen em 2011, enquanto ele e seu irmão estariam na lista negra de terrorismo tanto dos Estados Unidos quanto do Reino Unido.

Segundo os promotores franceses, Coulibaly conhecia um dos irmãos e suas respectivas mulheres teriam se falado ao telefone mais de 500 vezes.

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