Segundo primeiro ministro italiano, Matteo Renzi, bloco deve ir além da moeda comum; Itália está em alerta máximo

Homenagem as vítimas do ataque ao jornal, na Holanda
AP
Homenagem as vítimas do ataque ao jornal, na Holanda

Após o atentado contra o jornal francês "Charlie Hebdo", que deixou 12 pessoas mortas, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, defendeu a criação de um serviço de inteligência único na União Europeia.

Segundo ele, o bloco precisa ir além da moeda comum e aumentar a cooperação entre os órgãos diplomáticos de seus membros. "Os dois garotos [Said e Chérif Kouachi, supostos autores do ataque] eram franceses e, provavelmente, desde pequenos assistiam ao Campeonato Francês, mas se tornaram terroristas. É uma ameaça diferente, é preciso uma direção europeia", declarou o premier em entrevista a uma emissora italiana.

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O chefe de governo ainda disse que seu país está em estado de alerta máximo, embora tenha ressaltado que não há nenhum sinal de eventuais atentados terroristas. No próximo domingo (11), Renzi irá a Paris para participar de uma manifestação em apoio ao "Charlie Hebdo".

O ato também terá a presença da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e dos primeiros-ministros de Reino Unido, David Cameron, e Espanha, Mariano Rajoy, além do presidente da França, François Hollande.


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