Explosões e tiros são ouvidos no local onde suspeitos mantêm reféns na França

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Forças de segurança cercaram edifício durante a maior parte desta sexta, encurralando os dois supostos terroristas no local

Explosões e tiros soaram enquanto uma fumaça escura era vista do lado de fora de um edifício onde dois irmãos suspeitos de terem cometido massacre a uma revista de Paris estão mantendo reféns nesta sexta-feira (9).

Mais cedo: Homem mantém seis reféns dentro de mercado na França

Polícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01)
AP
Polícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01)

Cenário: Ataque à revista revela dificuldade da Europa em lidar com Islã

As forças de segurança haviam cercado o edifício durante a maior parte do dia, encurralando os suspeitos pelos 12 assassinatos na redação da Charlie Hebdo em Paris esta semana. As forças policiais da SWAT podem ser vistas no telhado do edifício. 

Mais cedo, os suspostos autores do ataque teriam conversado com policiais por telefone e afirmaram que querem morrer como mártires, disse membro do parlamento francês no distrito onde a polícia cerca a dupla, segundo a CNN.

Paris: Morreremos como mártires, teriam dito suspeitos por telefone à polícia da França

Yves Albarello, que está na área de Dammartin-en-Goele onde os agentes estão à procura de suspeitos, conversou com o canal francês iTele. Há ainda relatos da mídia sobre um possível refém tomado pelos suspeitos na mesma cidade, que fica a poucos quilômetros do aeroporto Charles de Gaulle.

Os irmãos Kouachi, suspeitos pelas 12 mortos no ataque de quarta-feira (7) são "quase com certeza" os terroristas, disse o porta-voz do Ministério do Interior francês Pierre Henri Brandet.

Irmãos: Suspeito de ataque em revista francesa treinou com a Al-Qaeda no Iêmen

Comboios de vans da polícia com suas luzes azuis piscando encheram as ruas dos bairros residenciais da região. Um hospital nas proximidades enviou uma equipe médica para a área onde as autoridades estão concentradas. Uma ambulância foi vista na cena, composta basicamente por policiais armados com fuzis. Um morador local disse à CNN que o Dammartin-en-Goele estava bloqueada.

Encurralados 

Os suspeitos estão cercados em uma fábrica, informaram fontes locais citadas por agências de notícias. Um Peugeot 206 havia sido roubado na manhã desta sexta (9) de uma mulher na região de Oise e seguiu em direção a Seine- et -Marne, próximo a Paris. Segundo o jornal "Lé Monde", a descrição dos assaltantes bate com a dos dois suspeitos do ataques.

De acordo com a imprensa francesa, forças de ordem perseguiram e trocaram com dois suspeitos. O Ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma operação está em andamento em Dammartin-en-Goële, onde há pouco foi ouvido um tiroteio, mas não deu mais detalhes.

Papo na Redação: “Atacar a imprensa é atacar o alicerce da democracia”

Suspeitos

Suspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APFlores e mensagens de apoio são deixadas em frente à sede do jornal Charlie Hebdo, alvo de ataque que matou 12 pessoas na quarta-feira (8). Foto: AP Photo/Francois MoriA mensagem "Je suis Charlie" (Eu sou Charlie) foi escrita no letreiro sobre o prédio da editora Alex Springer em Berlim em homenagem às vitimas de ataque em Paris. Foto: AP Photo/Stephanie PilickEm Bruxelas, pessoas se reuniram em frente ao parlamento europeu para fazer um minuto de silêncio pelas vítimas. Foto: Divulgação/Parlamento EuropeuUcranianos deixam homenagems às vítimas do ataque à sede da revista Charlie Hebdo em frente à embaixada da França em Kiev nesta quinta-feira (8). Foto: AP Photo/Sergei ChuzavkovDebaixo de chuva, dezenas de pessoas fizeram um minuto de silêncio no Parlamento Europeu, em Bruxelas na manhã desta quinta (8). Foto: Divulgação/Parlamento EuropeuApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão em Berlim (07/01). Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris (07/01). Foto: APDiversas equipes de resgatem se mobilizaram para socorrer as vítimas. (07/01). Foto: APEquipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: APEquipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: AP Equipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: APReprodução do site da revista francesa Charlie Hebdo, atacada por terroristas nesta quarta-feira (7). Foto: ReproduçãoComoção em vários países motivou revista Charlie Hebdo a publicar em seu site protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoDepois do ataque desta quarta-feira (7), site da revista francesa Charlie Hebdo trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoAtaque a redação da revista francesa Charlie Hebdo matou ao menos 12 pessoas; site da publicação trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoSite da revista Charlie Hebdo trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APPresidente da França, François Hollande, segue para local onde ocorreu o ataque terrorista em Paris (07/01). Foto: AP Ataque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. (07/01). Foto: Reprodução/Twitter Ataque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterImagens dos supostos terroristas (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterO presidente François Hollande classificou o ataque como terrorista. Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterSede da revista Charlie Hebdo é atacada em Paris, França (07/01). Foto: Reprodução/Twitter

Terror: Suspeitos de atentado fazem reféns em fábrica; há reféns

Um dos dois irmãos suspeitos de matar 12 pessoas em na revista satírica Charles Hebbo em Paris viajou ao Iêmem em 2011 e recebeu treinamento terrorista da filial da Al Qaeda antes de voltar para a França. As informações são do jornal New York Times, que cita um alto funcionário americano como fonte.

De acordo com a publicação, Saïd Kouachi, de 34 anos, passou "alguns meses" participando de treinamentos de combate, pontaria e outras habilidades. Autoridades francesas e americanas já sabiam que Kouachi havia treinado no Iêmen.

Ele estava entre muitos outros jovens muçulmanos do Ocidente que foram ao Iêmem inspirados por Anwar al-Awlaki, um clérigo radical nascido nos Estados Unidos, que em 2011 tornou-se uma das figuras mais importantes do grupo terrorista Al-Qaeda, na Península Arábica. Antes de ser morto em um ataque de drone americano em setembro de 2011, Awlaki pediu repetidamente a morte dos cartunistas que insultaram o profeta Maomé.

Kouachi assim como seu irmão mais novo Chérif, de 32 anos, estava sob a mira das autoridades na França e nos Estados Unidos, e de acordo com um funcionário da inteligência americana ambos estavam no banco de dados americano de terroristas conhecidos ou suspeitos e eram proibidos de viajar para os Estados Unidos. 

Chérif Kouachi chamou a atenção das autoridades francesas como um possível terrorista há dez anos. Ele foi preso na França em 2005, quando se preparava para viajar para a Síria, a primeira etapa de uma viagem que tinha como destino o Iraque.

*Com AP e agências de notícias

Leia tudo sobre: ataque na francafranca

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas