Suspeito de ataque em revista francesa treinou com a Al-Qaeda no Iêmen

Por iG São Paulo |

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Os nomes dos irmãos Kouachi estavam em lista de terroristas conhecidos ou suspeitos do governo dos Estados Unidos

Polícia fez apelo para localizar os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, suspeitos de participarem de ataque a revista
BBC Brasil
Polícia fez apelo para localizar os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, suspeitos de participarem de ataque a revista

Um dos dois irmãos suspeitos de matar 12 pessoas em na revista satírica Charles Hebbo em Paris viajou ao Iêmem em 2011 e recebeu treinamento terrorista da filial da Al Qaeda antes de voltar para a França. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (8) pelo jornal New York Times, que cita um alto funcionário americano.

De acordo com a publicação, Saïd Kouachi, de 34 anos, passou "alguns meses" participando de treinamentos de combate, pontaria e outras habilidades. Autoridades francesas e americanas já sabiam que Kouachi havia treinado no Iêmen. Ele estava entre muitos outros jovens muçulmanos do Ocidente que foram ao Iêmem inspirados por Anwar al-Awlaki, um clérigo radical nascido nos Estados Unidos, que em 2011 tornou-se uma das figuras mais importantes do grupo terrorista Al Qaeda, na Península Arábica. Antes de ser morto em um ataque de drone americano em setembro de 2011, Awlaki pediu repetidamente a morte dos cartunistas que insultaram o profeta Maomé.

Kouachi assim como seu irmão mais novo Chérif, de 32 anos, estava sob a mira das autoridades na França e nos Estados Unidos, e de acordo com um funcionário da inteligência americana ambos estavam no banco de dados americano de terroristas conhecidos ou suspeitos e eram proibidos de viajar para os Estados Unidos. 

Chérif Kouachi chamou a atenção das autoridades francesas como um possível terrorista há dez anos. Ele foi preso na França em 2005, quando se preparava para viajar para a Síria, a primeira etapa de uma viagem que tinha como destino o Iraque. 

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, anunciou quinta-feira que Saïd Kouachi, descrito como desempregado, é agora considerado formalmente "agressor", no caso, o que indica que os investigadores acreditam que ele foi idealizador do massacre. Ele morava em Reims, uma cidade a leste de Paris, onde na quarta-feira (7) uma unidade de polícia antiterrorista fortemente armada invadiu seu apartamento.

Mr. Cazeneuve disse disse que ele "nunca foi acusado ou condenado, mas que seu nome apareceu em casos judiciais" envolvendo seu irmão mais novo. Autoridades de inteligência e contraterrorismo americadas ainda tentavam na quinta-feira determinar se o braço do AL Qaeda no Iêmen havia ordenado o ataque de quarta-feira.

Ainda não há nenhuma indicação de que os homens mascaradaos que invadiram a sede da revista em Paris estavam agindo sob as ordens do grupo ou faziam parte de uma célula militante maior na França. Testemunhas disseram que no momento dos ataques, a dupla declarava lealdade ao grupo.

"Diga a mídia que é Al Qaeda no Iêmen," os homens gritavam, referindo-se à organização terrorista também conhecido como Al-Qaeda na Península Árabe.

Suspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APSuspeitos de ataque terrorista a revista em Paris são mortos pela polícia (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APAtirador que mantinha reféns em mercado judaico é morto pela polícia. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia persegue suspeitos de atentado, que já fizeram reféns em uma fábrica nesta sexta-feira. (09/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APPolícia intensifica buscas no norte da França para capturar suspeitos de ataque. (08/01). Foto: APFlores e mensagens de apoio são deixadas em frente à sede do jornal Charlie Hebdo, alvo de ataque que matou 12 pessoas na quarta-feira (8). Foto: AP Photo/Francois MoriA mensagem "Je suis Charlie" (Eu sou Charlie) foi escrita no letreiro sobre o prédio da editora Alex Springer em Berlim em homenagem às vitimas de ataque em Paris. Foto: AP Photo/Stephanie PilickEm Bruxelas, pessoas se reuniram em frente ao parlamento europeu para fazer um minuto de silêncio pelas vítimas. Foto: Divulgação/Parlamento EuropeuUcranianos deixam homenagems às vítimas do ataque à sede da revista Charlie Hebdo em frente à embaixada da França em Kiev nesta quinta-feira (8). Foto: AP Photo/Sergei ChuzavkovDebaixo de chuva, dezenas de pessoas fizeram um minuto de silêncio no Parlamento Europeu, em Bruxelas na manhã desta quinta (8). Foto: Divulgação/Parlamento EuropeuApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
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. Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão em Berlim (07/01). Foto: APApós ataque, milhares vão às ruas por liberdade de expressão na França (07/01)
. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris (07/01). Foto: APDiversas equipes de resgatem se mobilizaram para socorrer as vítimas. (07/01). Foto: APEquipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: APEquipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: AP Equipe de perícia trabalham para conseguir pistas dos terroristas. (07/01). Foto: APReprodução do site da revista francesa Charlie Hebdo, atacada por terroristas nesta quarta-feira (7). Foto: ReproduçãoComoção em vários países motivou revista Charlie Hebdo a publicar em seu site protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoDepois do ataque desta quarta-feira (7), site da revista francesa Charlie Hebdo trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoAtaque a redação da revista francesa Charlie Hebdo matou ao menos 12 pessoas; site da publicação trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoSite da revista Charlie Hebdo trouxe protestos em diferentes idiomas. Foto: ReproduçãoAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APPresidente da França, François Hollande, segue para local onde ocorreu o ataque terrorista em Paris (07/01). Foto: AP Ataque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. (07/01). Foto: Reprodução/Twitter Ataque deixa ao menos 12 mortos em sede de revista satírica em Paris. (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
. Foto: APAtaque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
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. Foto: APAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterImagens dos supostos terroristas (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterO presidente François Hollande classificou o ataque como terrorista. Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterAtaque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos e, ao menos, 3 gravemente feridos (07/01). Foto: Reprodução/TwitterSede da revista Charlie Hebdo é atacada em Paris, França (07/01). Foto: Reprodução/Twitter

O ramo iemenita da Al Qaeda já havia declarado interesse em alvejar o jornal. A edição de 2013 da revista de propaganda em inglês do grupo, Inspire, coloca o editor do Charlie Hebdo, Stéphane Charbonnier, em uma lista junto com outros proeminentes jornalistas, escritores e figuras públicas. "Procurado vivo ou morto por crimes contra o Islã", a revista afirmou.

Embora conhecidos das autoridades francesas, os dois irmãos Kouachi parecem ter vivido estilos de vida discreto e em torno de Paris. Filhos de pais imigrantes da Argélia, Chérif e Saïd foram criados em um orfanato em Rennes, no oeste da França. Chérif trabalhou como omo um instrutor de fitness antes de se mudar para Paris, onde viveu com seu irmão na casa de um convertido ao Islã.

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