O representante afirmou que os extremistas islâmicos que degolam e matam pessoas são os que mais feriram o Islã

O líder do grupo libanês Hezbollah afirmou, nesta sexta-feira (9), que extremistas islâmicos prejudicam mais o islã e o profeta Maomé do que aqueles que publicam charges ironizando a religião. Isso porque, para ele, as ironias retratadas nas charges de revistas como a "Charlie Hebdo", alvo de ataque de terroristas na quarta (7), só são produzidas devido à atitude dos fundamentalistas. 

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Chefe do Hezbollah é contra qualquer tipo de ataque
AP
Chefe do Hezbollah é contra qualquer tipo de ataque

O Sheikh Hassan Nasrallah não mencionou de forma explícita o ataque à redação da revista "Charlie Hebdo", em Paris, que deixou 12 pessoas mortas. No entanto, o líder afirmou que os extremistas islâmicos que degolam e matam pessoas – uma referência aos ataques do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria – são os que mais feriram a religião ao longo da história.

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"Nosso interesse, bem como o de todas as pessoas aqui da região, é tentar resolver as coisas com o diálogo, de forma definitiva", disse Nasrallah em mensagem por vídeo divulgada a simpatizantes do grupo, que se reuniram no sul de Beirute, no Líbano. Classificado por boa parte dos países ocidentais como organização terrorista, o Hezbollah luta na Síria ao lado do presidente Bashar Assad. 

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As observações de Nasrallah mostram um forte contraste com aqueles de militantes sunitas de grupos como o Estado Islâmico e Al-Qaeda, que já declararam guerra aos países ocidentais e aos não seguidores do islamismo.

Veja imagens de protestos por toda a Europa:



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