Criação dos tribunais acontece após o massacre executado por um grupo talibã numa escola em Peshawar

Agência Brasil

O Paquistão julgará nos próximos dois anos em tribunais especiais militares cerca de 3,3 mil pessoas acusadas de terrorismo. A decisão foi tomada depois do ataque talibã a uma escola que matou 132 alunos, informou a imprensa local.

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"Serão levados a julgamento 3 mil suspeitos de serem terroristas que atentam contra o Estado ou reivindicam atentados", afirmou um alto funcionário do governo, sob condição de anonimato.

Além disso, acrescentou a fonte, também irão para os tribunais militares entre "300 a 400 suspeitos de terrorismo que estavam sendo julgados em tribunais antiterroristas nas províncias do país".

O presidente paquistanês, Mamnoon Husain, assinou na quarta-feira (7) a criação dos tribunais militares depois de as câmaras do Parlamento terem aprovado, por maioria, leis que permitiram as alterações.

O primeiro-ministro, Nawaz Sharif, anunciou a criação dos tribunais no final de dezembro após o massacre executado por um grupo talibã numa escola em Peshawar.


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