Porta-voz do sindicato dos policiais local disse aos jornalistas que 3 homens fugiram em carro dirigido por um outro suspeito

Homens mascarados atacaram a sede de uma revista satírica francesa nesta quarta-feira (7) matando ao menos 12 pessoas antes de fugirem. O ataque, classificado como terrorista pelo presidente François Hollande, é o com maior número de mortos na França nas últimas duas décadas.

Mais cedo: Ataque a sede de revista satírica em Paris deixa 12 mortos

Ataque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens
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Ataque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens

Fotos:  Ataque a sede de revista em Paris deixa 12 mortos

Testemunhas contaram que, antes de deixarem o local, os homens teriam gritado "Vingamos o profeta!", segundo o jornal Le Monde. Há ainda três feridos internados em estado grave. 

Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o grupo teria roubado outro carro e fugido, de acordo com o jornal inglês The Guardian. 

Horror: Presidente da França classifica ataque a jornal como ato terrorista

Segundo Hollande, o ataque ao Charlie Hebdo é um "ataque terrorista, sem sombra de dúvidas". O semanal é frequentemente alvo de críticas por fazer caricaturas do profeta Maomé, líder religioso muçulmano. O presidente disse ainda que vários outros ataques foram frustrados pelas autoridades nas "semanas recentes".

No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia ficou crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o britânico The Guardian.

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Paris: "Vingamos o profeta", teriam dito atiradores após ataque terrorista na França

Histórico de polêmica

O veículo francês gerou polêmica no passado com sua descrição irônica de notícias e assuntos atuais. Seu Tweet mais recente foi o desenho animado do líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

*Com AP e BBC

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