Até agora, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, que já é apontado como um dos mais graves da história do país

Agência Brasil

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, condenou o atentado contra a redação do jornal Charlie Hebdo que deixou 12 mortos nesta quarta-feira (7) em Paris.

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Entre os mortos estão cartunistas e policiais. A ação ocorreu por volta das 11h30 (8h30 em Brasília).

"Condeno veementemente o ataque terrorista no escritório da revista Charlie Hebdo", declarou Stoltenberg em um comunicado divulgado pela Otan. O secretário-geral qualificou o atentado como "um ato bárbaro" e um "ataque ultrajante à liberdade de imprensa". 

Stoltenberg afirmou que todos os países-membros da organização continuarão atuando conjuntamente contra o terrorismo.

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"Terrorismo em todas as suas formas e manifestações, que não pode ser tolerado ou justificado", afirmou.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também condenou o ataque "brutal e desumano" contra o jornal, classificando-o como um "ato intolerável" por meio de um comunicado emitido em Bruxelas.

Até o momento, nenhuma organização assumiu a autoria do atentado, que já é apontado por alguns veículos de imprensa franceses como um dos mais graves de toda a história do país. Mais cedo, o presidente francês François Hollande declarou que o país vive "um momento extremamente difícil". O gabinete do primeiro-ministro, Manuel Valls, anunciou que elevou o nível de alerta na região de Paris para o máximo, designado "alerta de atentado".

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Alvo de constantes ameaças e de ataques devido a suas críticas satíricas - como as charges de Maomé, publicadas em 2006 -, o Charlie Hebdo contava com proteção policial especial. Em 2011, a redação do jornal já tinha sido atacada com coquetéis molotov.

Repercussão

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenou o "revoltante ataque terrorista" ataque e exprimiu solidariedade com a França na luta contra o terrorismo.

"Os assassinatos cometidos em Paris são revoltantes. Estaremos ao lado do povo francês no combate contra o terrorismo e pela defesa da liberdade de imprensa", declarou ele por meio do Twitter.

O presidente russo Vladimir Putin e a chanceler alemã, Angela Merkel, também enviaram condolências a Hollande e toda a França. Por meio de uma carta, Angela classificou a ação de "atentado abominável": "Fiquei chocada quando soube do atentado abominável ao jornal em Paris", escreveu a chefe do Governo alemão.

Em solidariedade após o atentado desta quarta, o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, enviou mensagem pelo Twitter, dizendo-se "horrorizado pelos ataques bárbaros na França". O chefe de governo canadense disse, ainda, ter os pensamentos e as preces voltadas para as vítimas e seus parentes.

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