Ativistas na capital francesa e em outras partes do mundo homenageiam as 12 vítimas; São Paulo realizará ação no Masp

Milhares de ativistas estão reunidos próximo a sede da revista Charlie Hebdo em Popincourt, Paris, e em várias outras regiões da França e do mundo pela liberdade de expressão após ataque terrorista matar 12 nesta quarta-feira (7).

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Milhares se reúnem na Place de la République em homenagem aos mortos no ataque terrorista à revista Charlie Hebdo em Paris
Reprodução/Twitter
Milhares se reúnem na Place de la République em homenagem aos mortos no ataque terrorista à revista Charlie Hebdo em Paris


Investigação: França procura atiradores que mataram 12 em ataque a sede de revista

No Brasil, um evento criado no Facebook visa a homenagear as vítimas a partir das 20h desta quarta no Masp, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, em São Paulo.  Cerca de 70 ativistas confirmaram presença até às 16h.

Apesar de a tragédia ter provocado reações em todo o mundo, o clima na capital francesa é de paz, de acordo com o brasileiro Luís Augusto Fischer, escritor, ensaísta e professor de literatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), morador da capital cinco meses.

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"Acabei de dar uma volta no bairro, que é relativamente afastado do local do atentado, e está tudo normal, sem qualquer alteração", explicou ele ao iG .

Mesmo após o susto, Fischer não demonstra ter qualquer receio de continuar no país. "As consequências só serão visíveis amanhã [quinta-feira]", afirmou. Segundo ele, o que se fala na imprensa francesa é que o país aumentará consideravelmente a vigilância em locais onde há grandes concentrações, como metrôs, escolas e locais de oração.

Investigação

As forças de segurança francesas estão realizando uma verdadeira caçada aos atiradores que atacaram a redação da revista satírica na manhã desta quarta, segundo informações da Associated Press.

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Mais cedo, três homens armados e mascarados gritaram "Allahu akbar!" - Vingamos o profeta, em tradução livre - ao abrirem fogo no escritório e fugirem de carro. O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, não deu mais informações sobre o assunto. Esse foi o ataque mais mortífero do pós-guerra no país.

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Paris elevou o alerta de segurança para o nível mais alto e reforçou as medidas de proteção em casas de culto, lojas, escritórios de meios de comunicação e transporte. Escolas foram fechadas em toda a capital.

Testemunhas

Uma testemunha do ataque, Benoit Bringer disse à rede iTele ter visto vários homens mascarados armados com pistolas automáticas chegarem à sede do Charlie Hebdo, no centro de Paris. As informações são da AP.

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Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o grupo teria roubado outro carro e fugido, de acordo com o The Guardian.

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