Testemunhas afirmam que militantes armados do Boko Haram levaram crianças e jovens entre 10 e 23 anos em direção a uma floresta. Temor é que raptados sejam usados como soldados

Agência Brasil

Grupo de extremistas Boko Haram sequestrou 200 meninas em 2014. Foto tirada em 2014
AFP/BBC
Grupo de extremistas Boko Haram sequestrou 200 meninas em 2014. Foto tirada em 2014

Membros do grupo islâmico radical Boko Haram raptaram 40 jovens de uma aldeia em Malari, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Embora o rapto tenha ocorrido na véspera do Ano-Novo, a notícia só se tornou pública neste sábado (2), depois que um grupo de aldeãos em fuga chegou à capital do estado, Maiduguri, pedindo ajuda.

Segundo os aldeãos, que testemunharam o ataque, dezenas de militantes armados do Boko Haram levaram crianças e jovens do sexo masculino, com idade entre 10 e 23 anos, em direção à floresta de Sambisa.  O temor é que o grupo extremista tenha levado os jovens a fim de utilizá-los como soldados.

Boko Haram: o grupo extremista que sequestrou mais de 200 jovens na Nigéria

“Eles chegaram armados, [a bordo de] picapes e reuniram todos os homens da aldeia ao redor da casa do chefe local, onde pregaram para nós, antes de separarem 40 dos nossos meninos e os levarem”, disse Muhammad Bulama. Dois filhos e três sobrinhos dele estão entre os jovens sequestrados.

A aldeia de Malari fica a cerca de 20 quilômetros da floresta Sambisa, onde acredita-se estar localizada uma das principais bases do grupo extremista. A aldeia também está próxima à cidade de Gwoza, que o Boko Haram ocupou em junho passado.

O Boko Haram ainda mantém em cativeiro mais de 200 alunas raptadas de uma escola em Chibok, no estado de Borno, em abril passado. Estimativas extraoficiais apontam que mais de 13 mil pessoas já perderam a vida devido à ação do Boko Haram. Outras centenas de pessoas foram sequestradas.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.