Advogado citado em mesmo caso que príncipe britânico nega acusações

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Príncipe Andrew e Alan Dershowitz foram mencionados em processo judicial por mulher que diz ter tido relações sexuais com eles quando era menor de idade

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Um advogado americano afirmou neste sábado que pretende tomar medidas legais contra a mulher que acusou ele e o príncipe britânico Andrew de terem tido relações sexuais forçadas com ela quando era menor de idade.

Alan Dershowitz foi, junto com Andrew (filho da rainha Elizabeth 2ª), mencionado em documentos judiciais na Flórida, em um caso que investiga como promotores federais lidaram com o processo que levou à condenação do financista americano Jeffrey Epstein, por delitos sexuais, em 2008.

Família real nega alegações de que príncipe teria feito sexo com menor

O Palácio de Buckingham negou, na sexta-feira, as acusações de que a mulher (cujo nome não foi revelado) teria sido forçada a fazer sexo com Andrew.

Uma porta-voz do palácio afirmou que se trata de "um caso civil antigo e em tramitação nos Estados Unidos, e o duque de York (príncipe Andrew) não é uma das partes envolvidas. Mas, para evitar dúvidas, qualquer sugestão de conduta imprópria com menores de idade é categoricamente uma inverdade".

Já a mulher alega que as relações sexuais ocorreram em três ocasiões - em Londres, Nova York e em uma ilha caribenha de propriedade de Epstein - quando ela tinha 17 anos.

Alan Dershowitz, ex-professor de Harvard, disse que vai questionar legalmente as acusações da mulher e pedir que ela as repita sob juramento, diante da Corte.

"Pessoas não podem fazer falsas acusações e ter a liberdade para continuar fazendo-as", declarou Dershowitz à BBC. Ele afirmou que só esteve com o príncipe Andrew em lugares públicos.

Por meio de seus advogados, a mulher afirmou que quer "reivindicar seus direitos como vítima inocente" e que "não vai ser intimidada a ficar novamente em silêncio".

O processo em questão não é movido contra Andrew e Alan Dershowitz, mas eles - junto com Epstein - são os nomes mais conhecidos entre os citados pelas mulheres envolvidas no caso.

Os documentos apresentados à Justiça acusam Epstein de ter colocado mulheres à disposição para relações sexuais com "pessoas poderosas política e financeiramente".

O príncipe britânico já havia sido alvo de críticas por sua antiga amizade com Epstein e acabou sendo forçado a pedir desculpas por isso. Os dois foram fotografados juntos em dezembro de 2010, depois de o milionário ter cumprido pena de 18 meses de prisão por abordar uma menor de idade para prostituição.


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