A previsão indica que, até o próximo domigo, a região passará por chuvas, ventos e ondas de até quatro metros de altura

AP

Nesta sexta-feira (2), mais navios chegam na região onde estão concentradas as buscas pelo avião da Airasia com equipamentos sensíveis para procurar a fuselagem.

O chefe da agência de resgate da Indonésia, Henry Bambang Soelistyo, disse que as buscas serão intensificadas assim que a situação meteorológica permitir.

"Vamos nos concentrar na detecção submarina", disse Soelistyo, acrescentando que navios da Indonésia, Malásia, Singapura e EUA tinham estado na cena antes do amanhecer de sexta-feira para tentar identificar os destroços e as caixas-pretas com dados de vôo e gravações de vozes da cabine.

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O chefe do resgate também reiterou que o mau tempo tem dificultado a busca dos últimos dias, e é uma preocupação constante em virtude das previsões de novas chuva, ventos e ondas de até quatro metro nos próximos dias, até domingo (4). As correntes marítimas mantém os destroços em movimento, dificultanto o trabalho das equipes. Segundo ele, a fuselagem deve estar a uma profundidade de 25 a 30 metros (cerca de 80 a 100 pés). Soelistyo prometeu recuperar os corpos de "nossos irmãos e irmãs, independentemente das condições que enfrentarmos."


Até agora, uma vítima do acidente foi identificada e sepultado pela família nestaquinta-feira (1). A identidade de Hayati Lutfiah Hamid foi confirmada por impressões digitais e outros meios, disse o coronel Budiyono da Unidade de Indentificação de desastres na Costa de Java.

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O corpo foi entregue à família em um caixão escuro coberto com flores durante uma breve cerimônia em um hospital da polícia em Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia, de onde o avião decolou. Hamid foi enterrada de acordo com as obrigações muçulmanas.

O especialista em aviação Geoffrey Thomas, disse que há uma boa chance de o avião tenha uma grande parte intacta e que muitos passageiros permanecem dentro dele.

"Nove aviões, alguns deles com detectores de metais, também estão percorrendo a área e cidades mais próximas da ilhade Bornéu. Dois navios japoneses com três helicópteros estão a caminho da região”, disse Soelistyo.

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