Assinatura ocorre um dia após proposta de retirada de colonos israelenses dos territórios palestinos fracassar no Conselho de Segurança da ONU

O presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas anunciou nesta quarta-feira (31) que vai aderir ao Tribunal Penal Internacional. A assinatura ocorre um dia após a proposta que pedia a retirada de colonos israelenses dos territórios palestinos até 2017 fracassar no Conselho de Segurança da ONU.

Presidente palestino Mahmoud Abbas durante reunião na Cisjordânia em julho
Reuters
Presidente palestino Mahmoud Abbas durante reunião na Cisjordânia em julho

A manobra de Abbas sinaliza uma resposta mais agressiva à Israel além de preparar o palco para um confronto diplomático com os Estados Unidos. A assinatura abre caminho para que o Tribunal Penal Internacional ter jurisdição para crimes cometidos em território palestino. 

"Quem precisa temer o Tribunal Penal Internacional em Haia é a autoridade palestina, que tem unidade com o Hamas, uma organização de terror como (o grupo estado islâmico) que comete crimes de guerra", afirmou o premiê israelense Benjamin Netanyahu em um comunicado.

Após duas décadas de tentativas, a palestina acredita que só o apoio internacional poderá pressionar Israel a autorizar a criação do estado palestino na Cisjordânia, faixa de Gaza e leste de Jerusalém.

Israel, que capturou as três áreas em 1967, diz que a independência Palestina só pode ser alcançada através de negociações.

A campanha Palestina marcou uma importante vitória em 2012, quando a Palestina foi admitida na Assembléia Geral da ONU, como um Estado-membro observador. A atualização deste status deu aos palestinos a autoridade de aderir a dezenas de tratados internacionais e agências, inclusive aderir ao Tribunal Penal Internacional.

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