De acordo com as autoridades, 414 pessoas foram resgatadas da balsa e cinco corpos removidos do mar

AP

A evacuação da balsa grega que pegou fogo no Mar Adriático já foi concluída segundo o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi. Só o capitão do navio e quatro marinheiros italianos continuam a bordo para ajudar na operação. Renzi disse que eles iriam permanecer na balsa para tentar conectá-la a um rebocador.

LEIA MAIS:  Balsa pega fogo com centenas a bordo na costa da Grécia

Mais cedo, helicópteros desafiaram ventos fortes, mares tempestuosos e a escuridão da noite para resgatar centenas de passageiros sobreviventes em uma corrida frenética para escapar das chamas e da chuva forte.  

A Marinha disse que os números mais recentes indicam que 414 pessoas foram resgatadas da balsa e cinco corpos removidos do mar. Inicialmente, a empresa responsável pela balsa disse que havia 478 passageiros e tripulantes a bordo.

Entre os mortos estão um homem grego que morreu depois de ficar preso em uma rampa do barco salva-vidas e outras quatro pessoas cujos corpos foram resgatados do mar segunda-feira (29). Suas identidades ou as circunstâncias de suas mortes não foram imediatamente esclarecidas.

Exaustos e com frio, 49 passageiros chegaram nesta segunda-feira (29) no porto italiano ao sul de Bari, mais de 24 horas após o incêndio atingir o convés da balsa que ia do porto grego de Patras a Ancona, na Itália.

Os primeiros-ministros grego e italiano manifestaram separadamente as suas condolências às vítimas e gratidão aos trabalhadores do resgate. O primeiro-ministro grego Antonis Samras disse que a "operação maciça e sem precedentes salvou a vida de centenas de passageiros na sequência do incêndio no navio no mar Adriático, e sob as mais difíceis circunstâncias", enquanto Renzi disse que os "impressionantes" os esforços de resgate impediram "um massacre no mar”.

Passageiros em terra pintaram um retrato da reação de pânico vivida na balsa com a propagação do fogo. Segundo eles, passageiros engasgaram com a fumaça, sofreram com o calor escaldante dentro do navio e com a chuva do lado de fora. Promotores em Bari já abriram uma investigação sobre como o fogo começou.

Um motorista de caminhão grego, que estava a bordo de um dos navios de resgate, descreveu a cena do salvamento como "um caos, pânico." Ele disse que o alarme de incêndio soou só depois que a maioria dos passageiros, alertados pela fumaça que enchia suas cabines, já estava na parte de fora da bolsa, e não havia tripulação à vista para os passageiros diretos.

"Nossos pés estavam queimando até que foram molhadas", disse Christos Perlis, 32, por telefone. Quando os helicópteros de resgate chegaram os passageiros começaram a entrar em pânico segundo Perlis.

"Todo mundo estava pisoteando uns aos outros para chegar até o helicóptero", contou ele, que tentou impor a ordem com ajuda de outro homem.

"Foram primeiro as crianças, então as mulheres e os homens. Mas os homens começaram a nos bater para que eles pudessem entrar em primeiro. Eles não levam em consideração as mulheres ou as crianças, nada", disse Perlis. Ele disse que ficou em segurança somente depois de saltar em uma cesta de helicóptero carregando uma menina.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.