Desaparecimento do voo 8501 da AirAsia é o terceiro incidente aéreo envolvendo a Malásia neste ano

AP

O desaparecimento do voo 8501 da AirAsia neste domingo (28)  é o terceiro incidente aéreo do ano envolvendo a Malásia, país em que a AirAsia está baseada. Só neste ano, dois outros voos, o 370 da Malaysia Airlines e 9 Voo 17, da mesma companhia, também foram notícia internacional. Relembre os três casos.

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Malaysia Airlines voo 370

Em 8 de março, o desaparecimento de um Boeing 777 da Malaysia Airlines Boeing desencadeou um dos mistérios mais intrigantes da aviação moderna. O voo 370, que transportava 239 pessoas de Kuala Lumpur para Pequim, desapareceu sem deixar vestígios, motivando buscas em vastas áreas do Oceano Índico. Uma operação multinacional para localizar os destroços longe da costa oeste da Austrália transformou-se em um enorme vazio, terminando sem uma única peça de detritos encontrada.

Depois de um hiato de quatro meses, a busca foi retomada em 4 de outubro com equipamentos novos e mais sofisticado, incluindo sonar, câmeras de vídeo e sensores de combustível de aviação. A bordo de três navios, os pesquisadores irão passar até um ano em um trecho desolado do mar, a cerca de 1.800 km a oeste da Austrália procurando por vestígios.

A área de pesquisa tem 60 mi km² e situa-se ao longo da região conhecida como "sétimo arco" – um trecho de oceano onde os investigadores acreditam que o avião ficou sem combustível e caiu, constatação amplamente baseada em uma análise de transmissões entre o plano de voo e o satélite.

Oficiais descartaram terrorismo desde o início, mas as teorias da conspiração têm ganhado força. Até que avião seja encontrado e analisado é impossível dizer ao certo o que aconteceu com o voo 370.

Malásia Arlines voo 17

Todos os 298 passageiros e tripulantes a bordo do Malaysia Airlines voo 17 foram mortos quando o Boeing 777 da companhia foi abatido pelos rebeldes do leste da Ucrânia, em 17 de julho.

O avião voava de Amsterdã para Kuala Lumpur, quando, de acordo com investigadores holandeses do acidente aéreo, foi provavelmente atingido por vários "objetos de alta energia" que, segundo alguns especialistas em aviação, são consistentes com um ataque com mísseis.

Taques com destroços foram levados para Holanda por caminhões, onde o que sobrou da aeronave será remontado em um hangar. As equipes internacionais que procuram recuperar restos e salvar provas tiveram dificuldade em chegar até o local do acidente, em razão dos confrontos entre o governo ucraniano e os rebeldes separatistas apoiados pelos russos. Seis vítimas ainda não foram identificadas.

Um oficial de alta patente dos separatistas reconheceu que os rebeldes derrubaram o avião com um míssil terra-ar depois de confundi-lo com um avião militar ucraniano. A imprensa russa, no entanto, afirmam que o avião foi abatido por um objeto ucraniano.

O relatório final do Safety Board holandês pode excluir um ou outro cenário, mas não busca atribuir responsabilidade. Procuradores holandeses, por sua vez, estão coordenando uma investigação penal internacional, mas ainda não têm nenhum suspeito, nem diz quando ou quais serão as consequências.

AirAsia voo 8501

Um voo da AirAsia com 162 pessoas a bordo, a maioria deles indonésios, desapareceu neste domingo (28) sobre o Mar de Java, motivando uma busca que envolve várias nações do Sudeste Asiático. O contato com o voo 8501 foi perdido 42 minutos depois da decolagem do A320-200, um bimotor que saiu do aeroporto de Surabaya, na Indonésia, para Cingapura.

Com sede na Malásia, a AirAsia, de propriedade do empresário malaio Tony Fernandes, tem dominado o mercado de viagens baratas na região há anos. A AirAsia Malásia possui 49% de sua subsidiária, a AirAsia Indonésia. Segundo a companhia, o avião estava na rota certa do plano de voo apresentado quando os pilotos solicitaram um desvio devido ao mau tempo, pouco antes da comunicação ser perdida.

A AirAsia, que tem presença no sudeste da Ásia e, recentemente, na Índia, nunca perdeu um avião antes e tem um bom histórico de segurança.


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