Apesar dos confrontos terem diminuído, o conflito continua; mais de 1,3 mil pessoas morreram desde trégua em setembro

BBC

A região ainda é dominada pelos rebeldes, que, no entanto, aceitaram libertar mais de 150 soldados em troca por pelo menos 222 pessoas que estavam detidas pelo governo. Imagens não-oficiais divulgadas pelo Twitter mostram fileiras de homens usando roupas de civis em uma estrada, supervisionados por um homem armado.

Veja imagens da Rússia na Ucrânia:

Conversas por um acerto de paz para encerrar o conflito que já matou cerca de 4,7 mil pessoas estão acontecendo em Minsk, em Belarus.

Apesar de os confrontos terem diminuído consideravelmente, o conflito continua e mais de 1,3 mil pessoas morreram desde que uma trégua foi anunciada em setembro, segundo relata o correspondente da BBC em Kiev, David Stern.

O governo ucraniano acusa a Rússia de estar apoiando os rebeldes com soldados russos e armamentos. O Kremlin nega as acusações, mas admite que membros das suas Forças Armadas estão lutando no leste da Ucrânia voluntariamente.

Leia mais:  Ucrânia volta a mobilizar tropas por temor de nova ofensiva rebelde

Negociações

A troca dos prisioneiros, que teve cobertura maciça da mídia local, aconteceu a 35 km para o norte de Donetsk, de acordo com a agência de notícias russa, Ria-Novosti.

Foi a maior troca de prisioneiros desde o começo do conflito, em abril, segundo a agência. Ainda há, porém, um desencontro de informações sobre o número de pessoas libertadas pelo governo ucraniano – teriam sido 222 ou 225.

As negociações por paz começaram na última quarta-feira, em Minsk, porém ainda não há indícios sobre quando e como elas devem terminar.

Ainda nesta semana, outros três soldados ucranianos que estavam sob domínio dos rebeldes na região de Luhansk, foram libertados para suas famílias.

Leia também:  Rússia ainda tem soldados na Ucrânia, diz Otan

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.