Ataque de grupo extremista deixa cinco mortos na Somália

Por iG São Paulo |

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Base militar da União Africana foi invadida durante almoço de Natal por rebeldes; grupo Al-Shabab assume autoria do ataque

Homens armados atacaram a base principal da União Africana na capital da Somália, Mogadíscio, nesta quinta-feira (25). O ataque deu início a um tiroteio entre rebeldes somalis e militares que deixou ao menos cinco mortos, afirmou um militar que está em missão no país.

O grupo muçulmano extremista Al-Shabab afirma ser o responsável pelo ataque e disse que o alvo era uma festa de Natal na base militar, que também abriga embaixadas ocidentais e escritórios das Nações Unidas.

Ao menos oito homens invadiram a base da União Africana perto do aeroporto de Mogadíscio, afirmou o porta-voz da missão, Ali Aden Houmed à agência de notícias Associated Press.

"Nossos homens atiraram e mataram três dos militantes, dois se explodiram perto de um depósito de combustível. Acreditamos que os outros três tenham escapado", disse.

Soldados da União Africana podem ter morrido no ataque, segundo o porta-voz, que não deu mais informações.

O ataque aconteceu no horário do almoço. A organização deu início a uma investigação para descobrir como os rebeldes entraram na base.

Cenário da Somália

As tropas militares da União Africana estão apoiando o fraco governo da Somália contra uma insurgência do grupo Al-Shabab, que tem relações com Al-Qaeda.

Este não é o primeiro ataque do grupo rebelde à União Africana, Em 2011, a Al-Shabab atacou uma base da União Africana em Mogadíscio com um tiroteio de duas horas que deixou pelo menos dez pessoas mortas.

No início deste mês, um rebelde suicida jogou seu veículo em um comboio da ONU perto do aeroporto de Mogadíscio, matando três pessoas logo após o presidente da Somália entrar na área do aeroporto protegido. Nenhum funcionário da ONU ficou ferido na ocasião.

O grupo Al-Shabab controlava grande parte de Mogadíscio, entre 2007 e 2011, mas foi empurrado para fora da capital da Somália por forças da União Africana. Os militantes, em seguida, também perderam o controle da cidade portuária de Kismayo, minando um dos seus principais geradores de renda.

Com informações da agência Associated Press

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