Em 2004, continentes banhados pelo Índico foram tragados por onda que causou destruição e ao menos 230 mil mortes

Nesta semana, o iG  vai publicar uma série de reportagens sobre os dez anos de um dos tsunamis mais mortais a atingir os continentes banhados pelo Oceano Índico cujo epicentro se deu na costa oeste de Sumatra, Indonésia. Na comunidade científica, o fenômeno ficou conhecido como "Terremoto de Sumatra-Andaman". 

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No dia 26 de dezembro de 2004, um abalo de 9,1 na escala Richter atingiu, além da Indonésia, outros 13 países como Sri Lanka, Índia, Tailândia, Madagascar, Maldivas, Malásia, Mianmar, Seicheles, Somália, Quênia, Tanzânia e Bangladesh. Na costa da Indonésia foram registradas ondas de até 30 metros que avançaram 12 quilômetros no território da província de Aceh, área mais devastada pelo tsunami.

O fenômeno deixou ao menos 230 mil mortos – cerca de 37.087 na Indonésia, até 23.231 no Sri Lanka, pelo menos 12.405 na Índia, aproximadamente 5.395 na Tailândia, cerca de 164 no leste da África, 82 nas Maldivas, 69 na Malásia, 61 em Mianmar e 2 em Bangladesh. 

Origem

Os tsunamis são causados por terremotos submarinos e acontecem essencialmente nas zonas de fortes movimentos tectônicos, como algumas regiões do Pacífico e da Ásia. A onda, nascida do choque sísmico de cima para baixo da massa oceânica, tem várias centenas de metros de espessura e ganha energia toda vez que bate contra o solo submarino.

A velocidade de propagação de um tsunami no mar beira os 800 km/h. Massas de água gigantescas baixam em profundidade ao longo das deformações do solo marinho, ao contrário das ondas comuns, que afetam apenas a superfície da água.

Entenda:


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