Embargo econômico a Cuba segue ativo, apesar da reaproximação anunciada nesta semana; em entrevista, Obama disse que mudanças no país não devem ocorrer rapidamente

O Parlamento cubano ratificou por unanimidade, nesta sexta-feira (19), o acordo firmado entre Cuba e Estados Unidos para normalizar as relações entre os dois países após mais de meio século de hostilidades.

"O Parlamento cubano deu hoje apoio unânime" ao acordo bilateral anunciado quarta-feira (17), disse em discurso o presidente Raúl Castro, segundo noticiou a agência de notícias cubana Prensa Latina.

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Castro presidiu nesta sexta-feira a reunião semestral do Parlamento cubano em sessão focada na renovação das relações da ilha comunista com os Estados Unidos.

O embargo contra Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois de fracassada invasão da Baía dos Porcos, para tentar derrubar o regime de Fidel Castro.

Ainda na quarta-feira, os Estados Unidos libertaram os últimos três membros do grupo conhecido como os Cinco de Cuba, condenados em 2001 por espionagem.

A libertação de Gerardo Hernández, Ramón Labanino e Antonio Guerrero foi anunciada no mesmo dia em que Cuba libertou o norte-americano Alan Gross , que estava detido há cinco anos, também por espionagem.

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O Parlamento cubano conta com 612 membros e não tem representantes da oposição. A reunião de seus membros ocorre duas vezes por ano.

A sessão de hoje, fechada à imprensa internacional, foi convocada para rever o progresso do Plano Econômico Anual, que não cumpriu o objetivo de crescimento fixado em 2,2% para este ano. Segundo representantes do Conselho de Ministros no início do ano, Cuba deverá crescer apenas 1,3% em 2014.

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