Obama diz que mudanças em Cuba são inevitáveis, "mas não serão rápidas"

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Ele disse ainda que espera por um debate sério no Congresso sobre a questão: "Um dia terei a oportunidade de visitar Cuba"

Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, nesta sexta-feira (19), que a retomada de relações diplomáticas e a reaproximação histórica com Cuba, anunciada na quarta (17), eventualmente causará uma “mudança na ilha”, mas que isso levará algum tempo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (17) uma série de mudanças nas relações entre o país e Cuba. Foto: AP Photo/Doug Mills, PoolO líder de Cuba, Raúl Castro, discursa sobre retomada das relações com os EUA, nesta quarta-feira. Foto: Youtube/ReproduçãoPresidente Barack Obama durante discurso no Salão Leste da Casa Branca em Washington, EUA . Foto: APEstados Unidos e Cuba não se relacionam desde 1962 -  obstáculos às relações econômicas foram adotados pelos EUA. Foto: AP Photo/SABC Pool, FileFotos mostra Alan Gross, ex-prisioneiro americano libertado por Cuba, chegando na Andrews Air Force Base. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeAlan Gross com sua esposa, Judy, antes de deixar Cuba. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeFoto de Alan Gross, prisioneiro americano libertado por Cuba. Foto: AP Photo/James L. Berenthal, FileAlan Gros, prisioneiro americano libertado por Cuba, e sua mulher, Judy Gross, em local desconhecido . Foto: AP Photo/Gross Family, File

Na tradicional entrevista coletiva de Ano-Novo, Obama disse que uma “abertura” e mudanças na ilha são inevitáveis. “Mas não prevejo que mude de um dia para o outro”, disse. Ele prometeu usar toda sua força no Congresso norte-americano para a retirada do embargo imposto ao arquipélago. Entretanto, em 2015 a maior parte das cadeiras será dos republicanos.

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“Não podemos retirar o embargo de maneira unilateral. Está definido em lei”, ressaltou Obama. O presidente disse ainda que espera "um debate sério no Congresso sobre a questão”, apesar de já ter adiantado que não há visitas programada por ele para Cuba ou do presidente cubano, Raúl Castro, para os EUA.

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Em tom otimista, mas cauteloso, Obama revelou não saber como será a retomada de relações e de que forma ela evoluirá nos próximos anos. "Ainda sou novo e imagino que, em algum momento de minha vida, terei oportunidade de visitar Cuba e o prazer de conhecer os cubanos."

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