Governo diz que reaproximação entre EUA e Cuba elimina resquício da Guerra Fria

Por Agência Brasil |

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Nota do Itamaraty ressalta que a normalização das relações entre Cuba e Estados Unidos contribuirá para a consolidação da paz, democracia e prosperidade no continente americano

Agência Brasil

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (17) uma série de mudanças nas relações entre o país e Cuba. Foto: AP Photo/Doug Mills, PoolO líder de Cuba, Raúl Castro, discursa sobre retomada das relações com os EUA, nesta quarta-feira. Foto: Youtube/ReproduçãoPresidente Barack Obama durante discurso no Salão Leste da Casa Branca em Washington, EUA . Foto: APEstados Unidos e Cuba não se relacionam desde 1962 -  obstáculos às relações econômicas foram adotados pelos EUA. Foto: AP Photo/SABC Pool, FileFotos mostra Alan Gross, ex-prisioneiro americano libertado por Cuba, chegando na Andrews Air Force Base. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeAlan Gross com sua esposa, Judy, antes de deixar Cuba. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeFoto de Alan Gross, prisioneiro americano libertado por Cuba. Foto: AP Photo/James L. Berenthal, FileAlan Gros, prisioneiro americano libertado por Cuba, e sua mulher, Judy Gross, em local desconhecido . Foto: AP Photo/Gross Family, File

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) comunicou hoje (18) que o governo brasileiro deseja êxito no processo iniciado após os governos de Cuba e dos Estados Unidos anunciarem ontem (17) uma reaproximação entre os dois países. "O governo brasileiro recebeu com grande satisfação os anúncios, pelos governos de Cuba e dos Estados Unidos, do início de tratativas para a normalização das relações bilaterais, eliminando-se, desse modo, um resquício da Guerra Fria”, informou em nota o Itamaraty.

O governo também felicitou os presidentes Barack Obama e Raúl Castro “pela liderança, coragem política e visão estratégica que demonstraram com a histórica decisão, que esperamos seja acompanhada do pronto levantamento do embargo”. O Brasil também saudou a participação do papa Francisco nos esforços diplomáticos que levaram ao anúncio.

A nota do Itamaraty ressalta que a normalização das relações entre Cuba e Estados Unidos contribuirá para a consolidação da paz, democracia e prosperidade no continente americano “Também reforçará o compromisso das Américas com o diálogo entre estados soberanos, que veem na cooperação o fundamento de uma ordem internacional mais justa em benefício de todos”.

No início do ano, o governo brasileiro recebeu muitas críticas quando foi inaugurada a primeira fase do Porto de Mariel, o maior investimento privado já feito em Cuba, com financiamento do BNDES. Após o anúncio de Obama e Castro, o governo tem recebido elogios e alguns analistas chegaram a afirmar que o Brasil previu o fim próximo do isolamento.

Para alguns, quando o embargo tiver fim, o país pode se beneficiar por ter apoiado o desenvolvimento de Cuba e financiado um grande porto, que está a menos de 200 quilômetros da costa da Flórida.

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