Ministro de Informação da província, Mushtaq Ghani, diz que crianças e adolescentes são maiores vítimas; há reféns no local

Subiu para 141 o número de mortos após ataque do Taleban a escola da cidade de Peshawar, Paquistão, nesta terça-feira (16), a maioria deles crianças, de acordo com uma autoridade paquistanesa.

Mais cedo:  Ataque do Taleban a escola no Paquistão deixa 84 mortos

Paquistanesa ferida em um ataque do Taleban a escola é levada às pressas para um hospital em Peshawar, Paquistão
AP
Paquistanesa ferida em um ataque do Taleban a escola é levada às pressas para um hospital em Peshawar, Paquistão

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A esmagadora maioria das vítimas era alunos na escola. O primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif condenou o ataque e correu para Peshawar para mostrar seu apoio às vítimas.

A violência começou nas primeiras horas desta manhã com cerca de meia dúzia de homens armados entrando na escola. Dois grandes barulhos de origem desconhecida foram ouvidos vindos do local no início da tarde (horário do Paquistão), quando as tropas paquistanesas trocaram tiros com os atacantes. Helicópteros sobrevoavam o local e ambulâncias levavam às pressas crianças feridas para o hospital.

O hospital Lady Reading em Peshawar, uma cidade grande e instável não distante da fronteira com o Afeganistão, disse que o local recebeu vários corpos e estava cuidando de dezenas de estudantes e dois professores feridos.

"Muitos estão na sala de cirurgia em estado crítico, passando por tratamento", disse o funcionário do hospital Ejaz Khan.

Pervaiz Khattak, uma autoridade local da província onde fica Peshawar, disse que ao menos 84 crianças morreram no ataque.

"No CMH (Hospital Militar Combinado) há cerca de 60 e há mais 24 no Lady Reading (hospital)", disse Khattak, ministro-chefe provincial, a emissoras de televisão.

O Taleban paquistanês, que luta em busca de derrubar o governo e impor um regime islâmico radical, prometeu aumentar os ataques contra alvos oficiais do Paquistão em resposta a uma grande operação militar contra os insurgentes em regiões tribais. O grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, o pior no país em mais de um ano.

*Com AP e Reuters

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